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Rio de Janeiro - O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse hoje (10)
durante reunião com os ministros do G-20 que “tendo viajado de tão longe,
[considera que] agora não é o tempo de reabrir as negociações de Doha e deixar
para trás tudo o que se conseguiu até então”. Mendelson veio da Inglaterra.
Ele enumerou entre essas conquistas o aumento significativo do acesso a
mercado, que já está na mesa de discussão, os cortes nos subsídios, a
eliminação de subsídios à exportação, bem como as fortes regras de comércio e
as medidas em prol dos países em desenvolvimento. "Temos muito a perder se
falharmos”, afirmou.
Segundo o comissário da UE há alguns caminhos a serem seguidos, entre os
quais a resolução de diferenças entre o Nama (países sem acesso ao mercado agrícola)
e recebendo boas ofertas de serviços na mesa de negociação. “Mas a gente pode
fazer isso levando em conta alguns riscos com as nossas respectivas
constituições políticas, se as demandas feitas pelos outros países forem
razoáveis e comuns para todos”, advertiu.
Mandelson disse que, se todas as nações mostrarem flexibilidade em relação
às outras, poderá ser criado um ritmo de negociação e cortes reais nos
subsídios. “Essa deve ser a nossa característica”, afirmou.
“O que eu penso é que essa seria a base mais justa, de fato a única base,
para alcançarmos um acordo comum”. Mandelson disse que vai encorajar os membros
do G-20 a confiar que as ofertas do Nama e os serviços que eles fazem realmente
representem uma nova abertura de mercado, mesmo que isso seja modesto em alguns
casos.
Peter Mandelson destacou que não está esperando que os Estados Unidos se
movimentem sozinhos na área dos subsídios agrícolas. “Mas um movimento deles é
a condição para desbloquear o que os outros países precisam fazer para alcançar
um acordo mais amplo”, reconheceu.
O comissário indagou quando isso poderia acontecer e ele mesmo respondeu:
“Não hoje, certamente, e não até a metade das eleições de novembro nos Estados
Unidos”. Ele analisou, entretanto, que existe uma “janela de oportunidades” até
a próxima primavera, quando o Congresso americano começará a redigir a nova
legislação de comércio.
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