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10 de Setembro de 2006 - 14h28 - Última modificação em 10 de Setembro de 2006 - 16h27


Comissário da UE diz que não é tempo de reabrir negociações de Doha e esquecer o que se conseguiu

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, disse hoje (10) durante reunião com os ministros do G-20 que “tendo viajado de tão longe, [considera que] agora não é o tempo de reabrir as negociações de Doha e deixar para trás tudo o que se conseguiu até então”. Mendelson veio da Inglaterra.

Ele enumerou entre essas conquistas o aumento significativo do acesso a mercado, que já está na mesa de discussão, os cortes nos subsídios, a eliminação de subsídios à exportação, bem como as fortes regras de comércio e as medidas em prol dos países em desenvolvimento. "Temos muito a perder se falharmos”, afirmou.

Segundo o comissário da UE há alguns caminhos a serem seguidos, entre os quais a resolução de diferenças entre o Nama (países sem acesso ao mercado agrícola) e recebendo boas ofertas de serviços na mesa de negociação. “Mas a gente pode fazer isso levando em conta alguns riscos com as nossas respectivas constituições políticas, se as demandas feitas pelos outros países forem razoáveis e comuns para todos”, advertiu.

Mandelson disse que, se todas as nações mostrarem flexibilidade em relação às outras, poderá ser criado um ritmo de negociação e cortes reais nos subsídios. “Essa deve ser a nossa característica”, afirmou.

“O que eu penso é que essa seria a base mais justa, de fato a única base, para alcançarmos um acordo comum”. Mandelson disse que vai encorajar os membros do G-20 a confiar que as ofertas do Nama e os serviços que eles fazem realmente representem uma nova abertura de mercado, mesmo que isso seja modesto em alguns casos.

Peter Mandelson destacou que não está esperando que os Estados Unidos se movimentem sozinhos na área dos subsídios agrícolas. “Mas um movimento deles é a condição para desbloquear o que os outros países precisam fazer para alcançar um acordo mais amplo”, reconheceu.

O comissário indagou quando isso poderia acontecer e ele mesmo respondeu: “Não hoje, certamente, e não até a metade das eleições de novembro nos Estados Unidos”. Ele analisou, entretanto, que existe uma “janela de oportunidades” até a próxima primavera, quando o Congresso americano começará a redigir a nova legislação de comércio.



 


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