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11 de Setembro de 2006 - 17h12 - Última modificação em 11 de Setembro de 2006 - 17h12


Idoso precisa se organizar para mostrar suas necessidades, diz participante de encontro nacional

Ivan Richard
Da Agência Brasil

 
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Brasília - Começou hoje (11) e vai até amanhã, em Brasília, o 4º Encontro Nacional de Conselhos de Idosos. O evento servirá para traçar estratégias de implementação nacional, estaduais e municipais da Rede de Proteção dos Direitos da Pessoa Idosa, criada em maio deste ano.

Uma das participantes é a representante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa do Piauí, Maria de Jesus Diocesano, que tem 65 anos e há quase dez trabalha na defesa dos direitos dos idosos em Teresina.

Ela acredita que os governos têm obrigação de desenvolver programas voltados para as pessoas mais velhas, mas pondera que, para isso, elas precisam se organizar e mostrar aos governantes quais são suas necessidades.

“O idoso precisa ir à luta para fazer acontecer. Se ele se acomodar, não adianta. Vão ser medidas paliativas, mas mudar mesmo, não vamos conseguir. É necessário que a pessoa idosa queira ter uma vida saudável, queira viver, sair da solidão, daquela tristeza”, argumentou.

O subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos e presidente do Conselho Nacional do Idoso, Perly Cipriano, acredita que o encontro servirá para definir os papéis do poder público e da sociedade civil na construção da rede de proteção aos idosos. Mas para ele, a principal mudança deve ser a cultura de respeito aos mais velhos.

“Precisamos entender o processo de envelhecimento desde a pré-escola até o último dia de vida da pessoa. É criar a articulação, nas três esferas do poder e também na sociedade, para o projeto de envelhecimento”, disse Cipriano. “No passado, se lidava com o idoso com se fosse doente. Ele fica doente como uma criança fica doente”.

Participam do encontro gestores estaduais e municipais responsáveis pela política do idoso e também especialistas das áreas de geriatria e gerontologia.


 


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