Economistas da iniciativa privada estão mais otimistas
quanto à queda da taxa básica de juros (Selic), e reduziram de 14% para
13,75% a expectativa até o final do ano. Essa alteração no ânimo de
analistas de mercado e de instituições financeiras, pesquisados pelo
Banco Central na última sexta-feira (8), é reflexo da redução de meio
ponto percentual, na última reunião do Comitê de Política Monetária
(Copom), no final de agosto, quando a taxa passou de 14,75% para 14,25%
ao ano.
A estimativa consta do boletim Focus, distribuído hoje (11) pelo BC,
com o resultado da pesquisa sobre tendências dos principais indicadores
da economia. De acordo com os especialistas, a expectativa é de que os
juros caiam mais meio ponto percentual nas duas reuniões que o Copom
fará ainda este ano, em meados de outubro e final de novembro. Com
isso, a média anual da taxa Selic, que era estimada em 15,22%, passa
para 15,19%.
A pesquisa aumentou a perspectiva em relação ao saldo da balança
comercial (exportações menos importações). A previsão anterior, de
saldo equivalente a US$ 42 bilhões, subiu para US$ 42,80 bilhões no
ano, com projeção de US$ 36 bilhões para o ano que vem. Esse aumento
eleva também a previsão de US$ 9 bilhões para US$ 9,85 bilhões no saldo
de conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e
financeiras com o exterior.
A pesquisa do BC revela que a produção industrial vai crescer menos do
que se esperava no ano. A projeção anterior, de um crescimento de 4%,
foi reduzida para 3,81%, mas não mexe com o cálculo de aumento do
Produto Interno Bruto (PIB) – soma das riquezas produzidas no país –
que deve crescer 3,20% no ano, com possibilidade de 4,50% em 2007. O
boletim Focus manteve a projeção de 50,30% para a relação dívida PIB
neste ano, reduzindo para 49,10% no ano que vem.