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13 de Setembro de 2006 - 14h28 - Última modificação em 13 de Setembro de 2006 - 14h59


Secovi-SP prevê "boom" imobiliário com medidas anunciadas pelo governo

Renato Brandão
Da Agência Brasil

 
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São Paulo - O pacote anunciado ontem (12) pelo governo para estimular a construção e compra de moradias poderá gerar um "boom" imobiliário, segundo avaliou o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP).

Em comunicado à imprensa, o presidente da entidade, Romeu Chap Chap, disse acreditar que as medidas de incentivo à construção civil, como o fim da obrigatoriedade da aplicação da Taxa Referencial (TR), deverão dar novo impulso ao setor imobiliário.

“Tudo converge para que ocorra um boom imobiliário no Brasil”, diz o documento. Para Chap Chap, a correção monetária facultativa contribuirá para aumentar a competitividade entre os bancos, já que estes poderão estabelecer taxas de juros pré-fixadas no crédito imobiliário.
“As parcelas poderão ficar cada vez menores, e o comprador terá mais segurança para assumir um financiamento de longo prazo, sem correr risco de descasamento entre o salário e a prestação, como ocorreu no passado”, disse.

O presidente do Secovi-SP destacou a possibilidade dada ao comprador de utilizar o crédito consignado para o financiar a casa própria. “O cidadão poderá adquirir seu imóvel com crédito consignado, comprometendo até 30% do salário”, elogiou.

O Secovi-SP também avaliou como positiva a linha de crédito da Caixa Econômica Federal destinada às empresas do setor para financiar até 85% do custo das obras.

Em entrevista à Agência Brasil, o vice-presidente de incorporação do Secovi-SP, João Crestana,  destacou que “a primeira medida a se louvar é direcionar a Caixa para a produção". Ele comentou: "Agora, com estas medidas, parece que a Caixa está decidida a aplicar em produção, o que é muito importante, porque se você só aplica em reformas ou imóveis usados, o que é bom também, mas se você só aplica exclusivamente nisso, você impede que as empresas operem”.

Crestana também avaliou como positiva adoção do empréstimo consignado ao pagamento no salário. “O crédito consignado, a princípio, diminui o risco do agente, do banco. Se ele diminui o risco, ele permite um custo menor. Nosso consumidor poderá pagar um juro menor se o crédito consignado for corretamente aplicado. Isso tudo é positivo, desde que isto seja transformado em realidade. A gente precisa ficar de olho para ver se tudo isso é aplicado desta maneira. Por outro lado, a gente alerta também para a pessoa que tomar isso, de que tem de estar ciente das suas responsabilidades”, afirmou.



 


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