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Recife - Em Pernambuco a adesão à greve nacional de advertência, de
48horas, deflagrada hoje pelos médicos peritos da Previdência Social, não
atinge 100% da categoria. “Como temos peritos novos na casa, a adesão foi
irregular”, explicou a chefe da Perícia Médica da gerência do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) na capital, Ena Albuquerque.
O movimento reivindica maior segurança dos profissionais
para exercer suas funções nas agências previdenciárias. Segundo Ena Albuquerque,
diariamente os preitos se queixam de agressões verbais dos segurados, quando
eles são informados de que os benefícios não foram deferidos.
De acordo com a médica, a questão pode ser
resolvida, com a presença de vigilantes nas salas onde são realizadas as
perícias médicas ou com a instalação de saídas de emergências nos consultórios,
de modo que os profissionais possam sair do local no momento em que se sentirem
ameaçados.
“Sabemos que a situação não pode ser resolvida do
dia para a noite, mas, estamos lutando por propostas concretas para que
possamos trabalhar com segurança na aplicação da lei”, disse.
A média de atendimentos na gerência Recife, que
abrange sete agências na capital e quatro em municípios da região metropolitana,
é de mil perícias por dia.
Para amanhã está agendada uma assembléia na sede
da Fundação Jorge Duprat de Medicina e Segurança no Trabalho, onde serão
avaliados os rumos do movimento.
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