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Brasília - O 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares, que
acontece entre os dias 14 e 17 de setembro em Brasília, será a primeira
tentativa do governo brasileiro, em parceria com outras nações sul-americanas,
de resgatar e difundir tradições culturais e trocar experiências sobre as
formas de expressão e celebrações das tradições populares de cada país do
continente.
“Este encontro de artistas populares será um marco em nossa
história”, avaliou o professor e antropólogo da Universidade de Brasília (UnB),
José Jorge de Carvalho. “Ele tem um efeito democratizador e descolonizador,
para chegar mais perto do que realmente somos”.
Para ele, “este encontro vai representar o início de um
diálogo entre os mestres da cultura popular brasileira e os mestres da cultura
popular de outros países sul americanos. Até então, só fizemos reuniões
culturais com os escritores, pintores, diretores de teatro integrantes da elite
erudita. Nunca com os artistas populares”.
Da Venezuela, por exemplo, contou o professor, virá um grupo
de artistas que tocam tambores de uma maneira muito parecida com os artistas
Tambores de Crioula do Maranhão. Durante o encontro, esses dois grupos farão
oficinas para ensinar um ao outro as tradições peculiares de cada país.
José Jorge é um dos participantes do Primeiro Encontro Sul
Americano de Culturas Populares. Ele vai ministrar a conferência
“Espetacularização e Canibalização das Culturas Populares”, que acontece no
próximo sábado. O encontro sul americano vai reunir representantes de todos os
12 países da América do Sul.
Em entrevista à Radiobrás, o gerente da Secretaria de
Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, Américo José
Cordula Teixeira, disse que o foco básico do
encontro será a difusão e a representação das culturas populares de cada
país.
Conforme destacou, as manifestações populares continuam
vivas nos países do mundo, mas precisam ser reveladas à sociedade em todos os
seus sentidos. “A partir do momento que revelarmos para a população as culturas
populares, vamos manter vivas nossas tradições. Percebo que o mundo hoje
entende o quanto é importante trabalhar para a preservação e manutenção das
culturas populares”, afirmou.
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