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13 de Setembro de 2006 - 16h54 - Última modificação em 13 de Setembro de 2006 - 16h54


Encontro de artistas populares será um “marco na história brasileira”, avalia professor da UnB

Ana Paula Marra
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares, que acontece entre os dias 14 e 17 de setembro em Brasília, será a primeira tentativa do governo brasileiro, em parceria com outras nações sul-americanas, de resgatar e difundir tradições culturais e trocar experiências sobre as formas de expressão e celebrações das tradições populares de cada país do continente.

“Este encontro de artistas populares será um marco em nossa história”, avaliou o professor e antropólogo da Universidade de Brasília (UnB), José Jorge de Carvalho. “Ele tem um efeito democratizador e descolonizador, para chegar mais perto do que realmente somos”.

Para ele, “este encontro vai representar o início de um diálogo entre os mestres da cultura popular brasileira e os mestres da cultura popular de outros países sul americanos. Até então, só fizemos reuniões culturais com os escritores, pintores, diretores de teatro integrantes da elite erudita. Nunca com os artistas populares”.

Da Venezuela, por exemplo, contou o professor, virá um grupo de artistas que tocam tambores de uma maneira muito parecida com os artistas Tambores de Crioula do Maranhão. Durante o encontro, esses dois grupos farão oficinas para ensinar um ao outro as tradições peculiares de cada país.

José Jorge é um dos participantes do Primeiro Encontro Sul Americano de Culturas Populares. Ele vai ministrar a conferência “Espetacularização e Canibalização das Culturas Populares”, que acontece no próximo sábado. O encontro sul americano vai reunir representantes de todos os 12 países da América do Sul.

Em entrevista à Radiobrás, o gerente da Secretaria de Identidade e da Diversidade Cultural, do Ministério da Cultura, Américo José Cordula Teixeira, disse que o foco básico do  encontro será a difusão e a representação das culturas populares de cada país.

Conforme destacou, as manifestações populares continuam vivas nos países do mundo, mas precisam ser reveladas à sociedade em todos os seus sentidos. “A partir do momento que revelarmos para a população as culturas populares, vamos manter vivas nossas tradições. Percebo que o mundo hoje entende o quanto é importante trabalhar para a preservação e manutenção das culturas populares”, afirmou.

 


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