



|
Manaus - O
Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB)
lançaram hoje (14), durante o 2º Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2006, a chamada Agenda parlamentar de saúde
responsável. O material, elaborado pela Comissão para Assuntos Políticos das
duas entidades, explicita uma avaliação inédita do movimento médico sobre os
principais projetos de lei relativos à saúde que tramitam no Congresso Nacional.
A comissão analisou 200 projetos de lei, dos quais 72
foram considerados relevantes. Para esses, foi emitido um parecer técnico
especializado, cujo resumo consta da agenda. Ela traz o número do projeto, seu
autor, o assunto,a etapa da tramitação dentro do Congresso Nacional e a
posição do movimento médico sobre ele.
O Projeto de Lei 5230/2005, da deputada Ângela Gadagnin
(PT-SP), por exemplo, foi avaliado negativamente. A CFM e a AMB são contra a
proposta, que proíbe a distribuição e comercialização dos métodos
anticoncepcionais emergenciais (mais conhecidos como “pílulas do dia seguinte”).
A agenda parlamentar traz a explicação: “a anticoncepção de emergência não é um
método abortivo; portanto, deve ser implementado no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), em virtude de contribuir de forma essencial
para a diminuição dos índices de morbi-mortalidade maternal e fetal”.
“Esta é nossa primeira agenda parlamentar. Eu a
considero o fim do buraco negro dos médicos no Congresso”, afirmou o assessor
parlamentar da comissão, Napoleão Puentes de Salles. “No ano passado, estávamos
apagando incêndios no Congresso. Agora vamos aprender que fazer lobby é
legítimo, embora a maior parte dos médicos veja essa prática com resistência”,
concordou o diretor do CFM, Alceu Pimentel. O presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia, Alfredo
Boa Sorte, lembrou que muitos parlamentares são médicos, mas poucos deles se
elegeram pelo movimento médico. “É preciso mobilizar a sociedade. Isso é mais
efetivo que conversa direta e amigável com deputados ou senadores”, defendeu.
O presidente da AMB, José Luís Gomes do Amaral, informou
que a agenda parlamentar será divulgada nacionalmente no dia 17 de
outubro, no Congresso Nacional. Além disso, Pimentel afirmou que o CFM está
tentando viabilizar a disponibilização desses pareceres na internet
(www.portalmedico.org.br), com atualizações periódicas.
|
|