A jovem Elydiana Alves dos Santos, de 17 anos, moradora da
comunidade Fontela, em Jacarepaguá, é um dos 400 adolescentes que estão
sendo beneficiados pelo projeto social Empreendedores de Futuro,
realizado pelo Instituto Brasil Social (IBS).
Trata-se de uma Organização Civil de Interesse
Público(Ocip), cujo projeto de apoio a jovens e adolescentes na faixa etária
entre 16 a 24 anos conta com parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e
Pequenas Empresas(Sebrae) e patrocínio da Petrobrás. Os jovens beneficiados
pertencem a famílias de baixa renda residentes em cinco comunidades carentes
situadas na Zona Oeste da capital fluminense.
A coordenadora do projeto, Margareth Barros, conta que o projeto está dividido em quatro módulos de
capacitação: cidadania, oficinas profissionalizantes (velas e sabonetes
artesanais, pintura em tecido, artesanato, topiaria, arte em biscuit e
bijuteria), postura e comportamento profissional e empreendedorismo.
A primeira fase do projeto será encerrada em dezembro
próximo, envolvendo 200 participantes. A renovação acontece em janeiro de 2007,
com mais 200 alunos, sempre com apoio da Petrobrás. A idéia é estender o
projeto a outras regiões carentes do Rio de Janeiro. Os investimentos no projeto
Empreendedores de Futuro atingem cerca de R$ 600 mil para a capacitação
dos jovens.
Margareth Barros ressalta que os jovens e adolescentes que
participam do projeto podem levar o conhecimento adquirido para as famílias.
“Ele pode ser um multiplicador do que aprende em sala-de-aula. Ao final
do curso, ele recebe uma aula de empreendedorismo para ele começar a ter
a visão empreendedora, para que ele possa estar faturando, gerando renda
familiar com o seu trabalho”, explicou Barros.
A jovem Elydiana Alves dos Santos é uma das alunas do curso
de bijuteria. Ela diz ter tomado conhecimento do projeto através de
amigas que moram na comunidade. “A notícia foi se espalhando, eu me
interessei e vim saber como era”, alembra. Elydiana já começou a comprar peças
de bijuteria. “Eu espero fazer e ter sucesso e, como a minha professora,
revender bijuterias, além de passar para amigos. Eu já estou ensinando a
minha irmã a fazer também.”
A adolescente está confiante em que o conhecimento que
receber nas oficinas servirá para complementar a renda familiar. A expectativa
de Elydiana Alves dos Santos é futuramente poder continuar participando do
projeto, mas não mais na qualidade de aluna e, sim, na de instrutora. “O ensino
aqui é muito bom. A professora explica bem e dá para passar com muita
tranqüilidade para outras pessoas."
Margareth Barros diz que a expectativa é que ao término do
projeto, em junho de 2007, pelo menos 80% dos jovens sejam inseridos ou
re-inseridos no mercado de trabalho, com melhoria da qualidade de vida das
pessoas. “Na verdade, quando esse projeto beneficia uma pessoa, ele interfere
automaticamente na renda familiar. A gente acredita que esteja beneficiando
aproximadamente duas mil pessoas.”