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15 de Setembro de 2006 - 13h00 - Última modificação em 15 de Setembro de 2006 - 13h00


Capitais brasileiras lembram Dia Mundial do Linfoma

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Dia Mundial de Conscientização sobre Linfoma está sendo lembrado hoje (15) em cinco capitais brasileiras, com ênfase nas possibilidades de cura por meio de tratamento específico.

No Rio de Janeiro, foram montadas duas tendas em Ipanema, zona sul da cidade, para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce desse tipo de câncer, que atinge o sistema linfático, responsável pela defesa natural do organismo.

Durante o dia, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) distribuirá camisetas e folhetos explicativos. Além do Rio de Janeiro, a entidade promove atividades de conscientização em Porto Alegre, Curitiba, Salvador, São Paulo e Campinas (SP).

A médica hematologista Clarice Lobo explica que as pessoas devem ficar atentas ao crescimento progressivo e ao endurecimento dos gânglios visíveis que se localizam no pescoço, virilha e axilas. Ela lembrou, porém, que é comum ocorrer inchaço dos gânglios, com dor localizada quando há infecções no organismo. Passada a infecção, os gânglios voltam ao tamanho normal.

“O câncer surge quando as células sofrem multiplicação formando gânglios duros que muitas vezes nem doem. Não é possível prever quem vai ter linfoma, assim como não dá para saber quem vai ter câncer de mama ou hipertensão [pressão alta], disse. "Essa transformação simplesmente ocorre e, quanto mais cedo for detectada, maiores as chances de cura”, acrescentou, em entrevista ao programa Redação Nacional, da Rádio Nacional.

A especialista em Marketing Renata Klein descobriu aos 21 anos, por acaso, que sofria da doença. “Gosto de fazer trilhas e, durante uma viagem, percebi que estava ficando com falta de ar. Quando voltei, fiz uma radiografia e já fiquei internada com o diagnóstico de linfoma”, contou.

Até ficar totalmente curada, ela passou por um tratamento intenso, que incluiu quimioterapia por oito meses e aplicação de injeções semanais por dois anos. Hoje leva uma vida sem restrições.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2004, mais de três mil pessoas morreram no Brasil vítimas de linfoma, uma média de 8,5 mortes por dia.  



 


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