Cerca de 300 jovens cariocas, alunos do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), vão receber treinamento em atividades agrícolas e extrativistas. O Ministério do Trabalho e Emprego aprovou a iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro de criar esse curso de capacitação profissional na área de agricultura familiar e vai destinar R$ 400 mil para sua realização. 

 
Para Almerico Lima, diretor do Departamento de Qualificação do MTE, a nova opção para os alunos do ProJovem no Rio abre mais oportunidades de desenvolvimento ocupacional. No estado, já são oferecidos treinamentos nas áreas de arte e cultura, construção e reparos, esporte e lazer, turismo e hospitalidade.
 
“A oferta de mais um arco ocupacional aumenta a possibilidade do jovem num setor que aparentemente não tem grandes possibilidades, já que se trata de uma grande cidade. A realidade, no entanto, mostra que toda cidade tem um entorno rural com enclaves que envolvem desde a produção de hortaliças até a criação de pequenos animais. E, do ponto de vista da carreira, é uma porta de entrada para um curso técnico agrícola ou superior de agronomia”, afirmou Lima.
 
O treinamento em atividades agrícolas e extrativistas já é oferecido nas cidades de Belém (PA) e São Luís (MA).
 
O ProJovem incentiva o aumento da escolaridade e a qualificação profissional de jovens entre 18 e 24 anos. Os estudantes recebem uma bolsa mensal de R$ 100 e devem comparecer a pelo menos 75% das aulas e cumprir as atividades programadas.
 
O governo federal garante o pagamento do incentivo aos alunos, o fornecimento do material didático e de equipamentos para montar os laboratórios necessários, o salário dos educadores e o lanche. As prefeituras são responsáveis pelo espaço físico, pelo material de consumo e pela gestão do programa no município.
 
Atualmente, o programa beneficia 200 mil jovens das 27 capitais e outras 34 cidades de diversas regiões metropolitanas. Só no Rio de Janeiro, são quase 18 mil alunos inscritos.