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Wilson Dias / ABr
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Brasília - Coral das Lavadeiras de Almenara (MG) no 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares.
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Brasília - Artistas populares de todo o país vieram a Brasília com um único
objetivo: cobrar do governo ações e políticas públicas que fortaleçam a
cultura popular. Desde a última quinta-feira (14), músicos, dançarinos,
atores e escritores que representam a arte popular brasileira
participam do 1º Encontro Sul-Americano de Culturas Populares.
“Viemos
cobrar ações efetivas. A arte popular no Brasil ainda é muito
desvalorizada. O governo e os gestores públicos precisam olhar mais
para nós - artistas de rua -, que representamos tanto a raiz de um povo
quanto a herança de um país”, disse, em entrevista à Radiobrás, o
músico popular, Valdir Soares de Oliveira, de 65 anos. Valdir, que é de
Maceió (AL), toca flauta e faz shows populares em escolas infantis. Apesar
da falta de recursos públicos para o setor cultural, em especial para a
arte popular, Valdir Soares acredita que o governo vem dando maior
atenção para os artistas populares nos últimos anos.
Ele sugeriu, que
para manter viva as manifestações culturais e incentivá-las no país, os
gestores públicos deveriam contratar artistas populares para
trabalharem nas próprias escolas. “Desta forma, estaremos passando a
cultura popular para as crianças e ao mesmo tempo mantendo vivo nossos
artistas”, disse.
A artista Cilene Farias, que
participa do encontro, também destacou a importância de o governo
brasileiro disponibilizar mais recursos para o setor cultural
brasileiro. “Do jeito que está, apesar de todas as melhorias
conquistadas, a cultura popular brasileira vai morrer aos poucos, pois
faltam recursos para os nossos artistas”, disse, em entrevista à
Radiobrás.
Cilene Farias é do grupo Jabuti-Bumbá
Marupiara, concebido por artistas populares de Rio Branco (AC). O
espetáculo, além de divulgar e valorizar a cultura popular, canta,
dança e encanta as historias e lendas do universo acreano. O grupo
também chama a atenção para a preservação da biodiversidade e meio
ambiente amazônico.
O Jabuti, como brincadeira popular, recebe
influências do Maracatú, Boi-Bumbá, Pastorinhas, Catira, Vira e
Cacuriá. O figurino do grupo tem adereços, enfeites e vestidos de
chitas e fitas coloridas.
“A arte popular no
Brasil é muito representativa. Precisamos incentivá-la para mostrarmos
sempre a cara de nós, brasileiros. Para isso, o Estado precisa
investir, reservar recursos no Orçamento Geral da União”, disse Cilene
Farias.
Paralelamente ao 1° Encontro Sul Americano
de Culturas Populares acontece o 2º Seminário Nacional de Políticas
Públicas para as Culturas Populares, também no Complexo Cultural
Funarte, em Brasília. O dois eventos se encerram neste domingo.
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