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Brasília - O crescimento da economia nacional deve ficar em 3,11% no
ano, de acordo com a média das projeções de uma centena de analistas de mercado
consultados pelo Banco Central, na última sexta-feira (15). O resultado da
pesquisa está no boletim Focus, divulgado hoje (18), e mostra que houve queda
em relação à projeção de 3,20% na semana anterior.
A redução na expectativa de crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país ao longo do ano,
reflete o fraco desempenho da indústria no segundo trimestre, constatado pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção de
crescimento da produção industrial caiu de 3,81% para 3,66% na comparação
semanal.
O crescimento abaixo do esperado, previsto também no
relatório semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI), alterou um pouco a
projeção entre dívida líquida do setor público e PIB. A previsão anterior, de
50,30% no final do ano, aumentou para 50,35%, e deve baixar para 49,10% no ano
que vem, de acordo com os economistas..
As projeções para o saldo da balança comercial (exportações
menos importações) evoluíram para US$ 43 bilhões, se aproximando um pouco mais
do saldo recorde do ano passado, quando o superávit (saldo positivo) chegou a
US$ 44,7 bilhões. A melhora influenciou também a projeção de saldo de conta
corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o
exterior. A previsão anterior, de saldo de US$ 9,85 bilhões, aumentou para US$
10 bilhões.
São previsões de um cenário de mercado que estima taxa
básica de juros (Selic) de 13,75% no final deste ano e de 12,50% em dezembro de
2007, e mantém a aposta na cotação de R$ 2,18 por dólar norte-americano, no
encerramento de 2006, e de R$ 2,30 no fechamento do ano que vem.
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