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Rio de Janeiro - O forte esquema de segurança montado para a realização da
75ª Assembléia da Interpol, que começou hoje (19), no Rio de Janeiro, vai deixar
um importante legado para a segurança do país. A avaliação é do delegado
Alberto Lasserre, coordenador-geral da Interpol no Brasil. De acordo com ele, a
integração das forças policiais mobilizadas para o evento vai melhorar a imagem
do Brasil.
“O país sempre teve a fama de ser hospedeiro de criminosos
internacionais. Só este ano prendemos aqui mais de 50 criminosos foragidos de
outros países. Esse é o legado que temos que continuar fazendo, o de
desmistificar a idéia de que o Brasil é o paraíso dos criminosos”, afirmou.
Segundo Lasserre, o evento conta com a maior delegação
brasileira, composta por 94 autoridades entre secretários de Segurança Pública,
superintendentes da Polícia Federal e policiais adidos. Ele destacou que com a
troca de experiências bem sucedidas em outros países vai ser possível, com
adaptações, implementar as atuações de combate à violência no Brasil.
O coordenador-geral da Interpol no Brasil destacou, ainda,
que a experiência de integração policial para a segurança da reunião vai servir
como um laboratório para os Jogos Pan-americanos de 2007.
O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também
destacou, em seu discurso durante a cerimônia de abertura, a necessidade de
integração das forças policiais no combate ao crime. “O crime organizado, mais
do que nunca, atua em rede sofisticada com vasta cooperação internacional. Por isso,
a guerra contra o crime só pode ser vencida se os estados se dispuserem a
cooperar e investir em inteligência policial”, disse, explicando que essa
questão foi colocada como prioridade dentro do governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
A Assembléia Geral da Interpol reúne até sexta-feira (22)
cerca de 600 delegados representantes de 128 países, que vão discutir temas
como pedofilia, crimes cibernéticos, tráfico de drogas pela internet, entre
outros.
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