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19 de Setembro de 2006 - 16h31 - Última modificação em 19 de Setembro de 2006 - 16h31


Esquema de segurança para assembléia da Interpol vai melhorar a imagem do país, diz delegado

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O forte esquema de segurança montado para a realização da 75ª Assembléia da Interpol, que começou hoje (19), no Rio de Janeiro, vai deixar um importante legado para a segurança do país. A avaliação é do delegado Alberto Lasserre, coordenador-geral da Interpol no Brasil. De acordo com ele, a integração das forças policiais mobilizadas para o evento vai melhorar a imagem do Brasil.

“O país sempre teve a fama de ser hospedeiro de criminosos internacionais. Só este ano prendemos aqui mais de 50 criminosos foragidos de outros países. Esse é o legado que temos que continuar fazendo, o de desmistificar a idéia de que o Brasil é o paraíso dos criminosos”, afirmou.

Segundo Lasserre, o evento conta com a maior delegação brasileira, composta por 94 autoridades entre secretários de Segurança Pública, superintendentes da Polícia Federal e policiais adidos. Ele destacou que com a troca de experiências bem sucedidas em outros países vai ser possível, com adaptações, implementar as atuações de combate à violência no Brasil.

O coordenador-geral da Interpol no Brasil destacou, ainda, que a experiência de integração policial para a segurança da reunião vai servir como um laboratório para os Jogos Pan-americanos de 2007.

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, também destacou, em seu discurso durante a cerimônia de abertura, a necessidade de integração das forças policiais no combate ao crime. “O crime organizado, mais do que nunca, atua em rede sofisticada com vasta cooperação internacional. Por isso, a guerra contra o crime só pode ser vencida se os estados se dispuserem a cooperar e investir em inteligência policial”, disse, explicando que essa questão foi colocada como prioridade dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Assembléia Geral da Interpol reúne até sexta-feira (22) cerca de 600 delegados representantes de 128 países, que vão discutir temas como pedofilia, crimes cibernéticos, tráfico de drogas pela internet, entre outros.



 


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