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Brasília -
O coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do
Ministério da Saúde, Marco Antonio Pérez, disse hoje (20) durante o 2º Encontro
da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador, que o governo quer
aumentar o número de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) qualificados
para diagnosticar casos de intoxicação por agrotóxicos. Ele reafirmou que o
combate ao uso indiscriminado de agrotóxicos é um dos pontos prioritários da
Política Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador.
Segundo o coordenador, a estimativa é de que pelo menos de
cinco mil pessoas, grande parte trabalhadores rurais, são intoxicadas por
agrotóxicos no Brasil a cada ano. Pérez disse que, muitos casos não entram nas
estatísticas oficiais, porque não são notificados como intoxicação.
“As estatísticas que falam de intoxicação por agrotóxicos
não expressam o grau de exposição e consumo que temos no país. Daí nossa
preocupação em qualificar mais a atenção à saúde para que tenhamos mais dados
sobre a exposição ao agrotóxico, principalmente por parte dos trabalhadores”.
Pérez destacou que “o
SUS está tentando se aperfeiçoar para fazer, em primeiro lugar, o diagnóstico
das intoxicações por agrotóxicos”.
Segundo Pérez, os trabalhadores expostos a esses produtos
são os primeiros indicadores do uso indiscriminado desses insumos no país. Ele
explicou que entre os sintomas mais comuns estão tontura, dores de cabeça,
náuseas e vômitos.
De acordo com o coordenador, a Rede Nacional de Atenção
Integral à Saúde do Trabalhador (Renast) está sendo estruturada para
diagnosticar, tratar e notificar problemas e incidentes que põem em risco ou
causam danos à saúde do trabalhador. Pérez disse que, ao final do ano, a rede
deverá contará com 150 Centros de Referência em Saúde do Trabalhador. Em 2003,
havia 17 centros em todo o país.
“O que estamos criando neste momento é uma rede, uma
estrutura de serviços que possam trabalhar melhor essa questão no SUS, como uma
retaguarda técnica tanto para assistência dos trabalhadores que estão expostos
como para vigilância desses ambientes de trabalho, porque o agrotóxico, além de
contaminar o trabalhador, contamina o meio ambiente e os produtos,
principalmente alimentos”, observou.
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