Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
20 de Setembro de 2006 - 19h03 - Última modificação em 20 de Setembro de 2006 - 19h03


ONG ensina agricultor familiar gaúcho a substituir agrotóxicos por técnicas alternativas

Juliana Andrade
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Brasília - Há 20 anos, a organização não-governamental (ONG) Centro de Tecnologias Alternativas Populares (Cetap) ensina agricultores familiares do Rio Grande do Sul a substituir agrotóxicos por técnicas alternativas, na prática da chamada agricultura ecológica. Atualmente, a ONG trabalha com 120 famílias, em 15 municípios do norte do estado.

Segundo a agrônoma Raniera Aparecida da Silva, na maioria dos casos esses produtores rurais usavam produtos agrotóxicos para combater pragas ou espécies invasoras. E, com a ajuda da Cetap, trocaram esses insumos por outros como a calda de pimenta, que ajuda a espantar insetos da plantação.

Os agricultores familiares, explicou, abandonaram a agricultura tradicional principalmente por questões de saúde. “O trabalhador ou a trabalhadora se deu conta de que o agrotóxico estava fazendo mal e decidiu buscar uma alternativa”, disse Raniera da Silva, que participou hoje (20) do 2º Encontro Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador.

No encontro, a agrônoma apresentou dados de pesquisa realizada entre 2003 e 2004, em um município do norte do Rio Grande do Sul, com 922 famílias. Dessas, 12% viviam no meio rural. Por questões éticas, ela preferiu não citar o nome do município. O estudo revelou que 95% das famílias usavam agrotóxicos e que 75% delas tinham conhecimento dos males que esses insumos poderiam causar à saúde humana e ao meio ambiente.

De acordo com Raniera da Silva, o estudo reflete a realidade de boa parte dos agricultores familiares do Rio Grande do Sul: “A gente pode transpor a pesquisa para qualquer município”.

Entre os motivos para o uso do agrotóxico, os mais citados pelas famílias entrevistadas foram garantir a produção, controlar pragas e economizar tempo e trabalho.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina