



|
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu hoje (21) que
é preciso reduzir o preço do livro para que o brasileiro leia mais. Ele recebeu
o Manifesto do Povo do Livro, documento assinado por mais de três mil autores,
livreiros, editores, bibliotecários, educadores, que pedem a revitalização das
bibliotecas públicas do país.
“A obrigação de vocês é produzir cada vez mais e melhores
livros, torná-los mais baratos e, para que isso aconteça, o governo precisa dar sua contribuição. A contribuição do governo é tentar criar as condições para
que vocês possam, efetivamente, pagar apenas aquilo que é extremamente
necessário. Se quisermos incentivar uma política de leitura verdadeira no
Brasil, sabemos que uma das condições é baratear o livro no Brasil”, disse o
presidente.
Em dezembro de 2004, a cadeia produtiva do livro deixou de pagar
o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.
Segundo o livreiro Oswaldo Siciliano, os preços dos livros
começaram a cair por causa da desoneração. “As empresas passaram a ter situação
financeira momentânea melhor. A partir daí, editoras lançaram edições de livros
mais populares, edições de bolso que estão tendo sucesso”.
O brasileiro lê menos de dois livros por ano, média inferior à
de países menos desenvolvidos que o Brasil, como a Colômbia, de acordo com dados
citados no manifesto.
|
|