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21 de Setembro de 2006 - 00h55 - Última modificação em 21 de Setembro de 2006 - 15h23


Candidatura de Eurico aponta aprovação de sanguessugas, acredita presidente do TSE

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Os candidatos acusados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Sanguessugas devem ter suas candidaturas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A opinião é do presidente do tribunal, ministro Marco Aurélio Mello. De acordo com ele, os suspeitos devem ser julgados sob o mesmo princípio que resultou na aprovação da candidatura a deputado federal de Eurico Miranda (PP-RJ).

"É uma sinalização definitiva. A situação dos envolvidos no episódio dos sanguessugas é muito mais favorável do que a de Eurico Miranda, porque não há sequer ação penal em curso. O que se tem é inquérito e não há condenação ainda", disse Marco Aurélio, após o julgamento desta quarta-feira (20).

O ministro classificou de inconstitucional a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que impugnou Eurico Miranda. "Não foi uma decisão afinada com a Constituição", afirmou Marco Aurélio.

O TRE do Rio havia negado, por unanimidade, o pedido de registro de Eurico Miranda, ex-deputado federal e presidente do Vasco. O motivo era "a vida pregressa do pré-candidato". Segundo o tribunal, ele não teria "postura moral" para exercer cargo público por responder a nove processos criminais pela suspeita de prática de crimes como evasão de divisas, sonegação fiscal, furto, falsificação de documento público, injúria, difamação e lesão corporal.

O ex-ministro do TSE Torquato Jardim defendeu a decisão tomada pela maioria da corte. "Se a Constituição pede condenação definitiva, não cabe ao TSE legislar, inventando uma hipótese de inelegibilidade. Se não há decisão condenatória definitiva, não há inelegibilidade", concluiu Torquato Jardim.

O advogado especializado em direito eleitoral Henrique Neves afirma que o Judiciário não pode ir além do que estabelecem as leis aprovadas pelo Legislativo. "A discussão continua, para que a sociedade pressione o Legislativo a fazer uma lei que defenda a moralidade, que é um princípio constitucional."



 


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