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Manaus - Parintins, no Amazonas, é a primeira cidade no mundo a ter
internet a partir da combinação do uso de satélite e de uma nova tecnologia de
banda larga sem fio (conhecida pela sigla WI-MAx). “As outras experiências
com WI-MAx estão sendo desenvolvidas em países onde já existe rede de fibra
ótica”, informou hoje (22) em entrevista à Radiobrás o gerente de
Tecnologia de Operações da Embratel no Amazonas, Rômulo Luiz Lobato
Rodrigues.
Três escolas municipais e uma unidade de saúde já estão com acesso à chamada
internet rápida, sem uso de fios para conexão. A Fundação Bradesco capacitou 24
professores para trabalharem com os 30 computadores instalados nessas escolas,
que beneficiarão cerca de 1.500 estudantes.
O Programa Telemedicina da Amazônia, coordenado pela Universidade Estadual do
Amazonas em parceria com a Universidade de São Paulo, o Sistema de Proteção da
Amazônia e o Conselho Federal de Medicina instalou no posto de saúde da cidade
uma micro-câmera para exames médicos e uma câmera para videoconferências
conectadas à internet. Essa conexão permite que especialistas dos grandes
centros auxiliem à distância os médicos locais no diagnóstico e tratamento de
doenças.
A transformação de Parintins em uma “cidade digital” é fruto de uma parceria
entre as empresas Intel (maior fabricante mundial de microprocessadores de
computador), Embratel, Cisco (fabricante de roteadores - equipamento que
possibilita a conexão de computadores em redes de grande porte) e Proxim
(fabricante do equipamento WI-MAx), além da Fundação Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e da Prefeitura de Parintins.
De acordo com Rodrigues, o funcionamento do sistema pode ser explicado da
seguinte forma: o sinal digital de internet (tecnologia WI-Max) é distribuído
via satélite pela Embratel à sua estação receptora em Parintins. De lá, ele é
irradiado sobre a cidade e captado por pequenos equipamentos (do tamanho de um
livro) instalados nas três escolas e na unidade de saúde.
“Usamos tecnologia WI-Max para a cobertura metropolitana e tecnologia WI-Fi
para a cobertura predial”, detalhou Rodrigues. “As duas são sem fio. A diferença
é que a WI-Max cobre um raio de 40 quilômetros, enquanto que a WI-Fi tem raio
de 200 metros. Além disso, a banda da WI-Max é três vezes maior (oferece mais
capacidade de transmissão de vídeo, imagem e voz)”.
Rodrigues explicou que o uso da tecnologia WI-Fi é necessário para que o
sinal chegue ao usuário final porque ainda não existem computadores com
tecnologia WI-MAx disponíveis no mercado. “É uma tecnologia que está em fase de
homologação. O projeto de Parintins é um teste mundial do conceito dela em
campo”, disse.
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