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22 de Setembro de 2006 - 14h54 - Última modificação em 22 de Setembro de 2006 - 14h54


Município amazonense é o primeiro no mundo a testar tecnologia de internet banda larga sem fio

Thaís Brianezi
Repórter da Agência Brasil

 
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Manaus - Parintins, no Amazonas, é a primeira cidade no mundo a ter internet a partir da combinação do uso de satélite e de uma nova tecnologia de banda larga sem fio (conhecida pela sigla WI-MAx). “As outras experiências com WI-MAx estão sendo desenvolvidas em países onde já existe rede de fibra ótica”, informou hoje (22) em entrevista à Radiobrás o gerente de Tecnologia de Operações da Embratel no Amazonas, Rômulo Luiz Lobato Rodrigues. 

Três escolas municipais e uma unidade de saúde já estão com acesso à chamada internet rápida, sem uso de fios para conexão. A Fundação Bradesco capacitou 24 professores para trabalharem com os 30 computadores instalados nessas escolas, que beneficiarão cerca de 1.500 estudantes.

O Programa Telemedicina da Amazônia, coordenado pela Universidade Estadual do Amazonas em parceria com a Universidade de São Paulo, o Sistema de Proteção da Amazônia e o Conselho Federal de Medicina instalou no posto de saúde da cidade uma micro-câmera para exames médicos e uma câmera para videoconferências conectadas à internet. Essa conexão permite que especialistas dos grandes centros auxiliem à distância os médicos locais no diagnóstico e tratamento de doenças. 

A transformação de Parintins em uma “cidade digital” é fruto de uma parceria entre as empresas Intel (maior fabricante mundial de microprocessadores de computador), Embratel, Cisco (fabricante de roteadores - equipamento que possibilita a conexão de computadores em redes de grande porte) e Proxim (fabricante do equipamento WI-MAx), além da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e da Prefeitura de Parintins.

De acordo com Rodrigues, o funcionamento do sistema pode ser explicado da seguinte forma: o sinal digital de internet (tecnologia WI-Max) é distribuído via satélite pela Embratel à sua estação receptora em Parintins. De lá, ele é irradiado sobre a cidade e captado por pequenos equipamentos (do tamanho de um livro) instalados nas três escolas e na unidade de saúde.

“Usamos tecnologia WI-Max para a cobertura metropolitana e tecnologia WI-Fi para a cobertura predial”, detalhou Rodrigues. “As duas são sem fio. A diferença é que a WI-Max cobre um raio de 40 quilômetros, enquanto que a WI-Fi tem raio de 200 metros. Além disso, a banda da WI-Max é três vezes maior (oferece mais capacidade de transmissão de vídeo, imagem e voz)”.

Rodrigues explicou que o uso da tecnologia WI-Fi  é necessário para que o sinal chegue ao usuário final porque ainda não existem computadores com tecnologia WI-MAx disponíveis no mercado. “É uma tecnologia que está em fase de homologação. O projeto de Parintins é um teste mundial do conceito dela em campo”, disse.



 


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