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Brasília - Há exatos 33 dias, o ciclista Pedro Davidson, que estava se
graduando em biologia, perdeu a vida numa pista larga de Brasília. Hoje (22),
data em que se comemora o Dia Mundial do Pedestre e a 6ª Jornada na Cidade Sem
o Meu Carro, a família de Pedro compareceu ao Ministério das Cidades para
participar de uma série de palestras sobre o uso racional dos automóveis.
O funcionário público Pércio Davidson, pai de Pedro, lembrou
que o filho era um ciclista profissional e que estava acostumado a percorrer grandes
distâncias pedalando. “Ele fez uma viagem sozinho daqui até Trancoso (BA),
1.300 quilômetros, e voltou sem nenhum tipo de problema”.
Segundo ele, o ciclismo não era apenas um esporte para o
filho, mas uma opção de locomoção, uma opção de vida mais saudável. “O que
ocorre é que a infra-estrutura que é ofertada pelo poder público não prevê as
condições necessárias a esse tipo de opção de transporte, o que leva a essas
circunstâncias de violência que nós temos encontrado na nossa cidade”,
protestou.
Na opinião do presidente da Organização Não-Governamental
Rodas da Paz, Leandro Salim Kramp, é necessário fazer campanhas com motoristas
e ciclistas para diminuir a violência no trânsito. “Os ciclistas também
precisam ser educados, mas mais importante do que educar só ciclistas e
motoristas é você ter um tripé que a engenharia de trânsito chama de tripé
funcional, que é educação, fiscalização e as obras de infra-estrutura”, afirmou
Kramp.
“A gente precisa punir. Hoje a sensação de impunidade é
muito grande. O motorista sai e comete pequenas infrações, grandes infrações,
comete crimes e têm a sensação de que nada vai ocorrer com ele, e isso é um
problema muito sério. As pessoas estão matando e morrendo no trânsito e nada
tem acontecido com elas”, protestou Kramp.
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