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25 de Setembro de 2006 - 22h19 - Última modificação em 25 de Setembro de 2006 - 22h19


Em nota, ex-ministro da Saúde diz não ter "nada a ver" com caso denunciado por procurador

Lourenço Melo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A assessoria de imprensa do ex-ministro da Saúde Humberto Costa distribuiu nota dizendo que ele “está sereno e confiante de que vai poder provar na Justiça que não tem nada a ver com o caso” em que foi denunciado por formação de quadrilha e corrupção passiva. A denúncia, que envolve mais 32 pessoas, foi apresentada hoje (25) ao Ministério Público Federal (MPF), baseada na Operação Vampiro, deflagrada em 2004, e em outras investigações sobre um esquema de superfaturamento de medicamentos usados para coagulação de sangue.

Costa afirmou estranhar que a denúncia tenha sido feita “somente agora, na semana da eleição”. Para ele, segundo o texto, “tudo isto reforça a tese de que existe um complô contra a sua candidatura [ao governo de Pernambuco] e contra a candidatura do presidente Lula”, à reeleição para a Presidência da República.

Segundo a nota divulgada pela assessoria, Costa “está com a consciência tranqüila, mas se mostra indignado e questiona o procedimento do procurador Gustavo Pessanha Velloso, que usou dois pesos e duas medidas neste caso” – ele teria ignorado denúncias feitas por deputados federais indicando a participação de pessoas de outros grupos políticos no esquema.

Em entrevista coletiva à tarde, o procurador Velloso afirmou que entre os 33 nomes encaminhados na denúncia ao MPF "poderá acontecer alguma inocentação, como acontece em qualquer processo criminal".  Velloso afirmou que a denúncia, embora coincida com a véspera das eleições, “foi feita no último dia do prazo previsto na lei para sua apresentação".

 



 


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