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25 de Setembro de 2006 - 15h16 - Última modificação em 25 de Setembro de 2006 - 15h16


Ex-ministro da Saúde Barjas Negri nega envolvimento com esquema de superfaturamento de ambulâncias

Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ex-ministro da Saúde e atual prefeito de Piracicaba (SP), Barjas Negri, negou, em nota, que o empresário Abel Pereira operasse em nome dele no ministério da Saúde. Abel Pereira é empresário ligado ao PSDB, acusado de intermediar licitações do Ministério da Saúde na época que Barjas Negri era ministro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

[Abel Pereira] não tinha autorização para falar em meu nome”, afirmou. Negri disse, ainda, que não conhece os donos da Planam, Luiz Antônio e Darci Vedoin, acusados de serem operadores do esquema de compra superfaturada de ambulâncias com dinheiro público. Negri considerou “no mínimo descabidas e fantasiosas as declarações dos Vedoin” [à revista IstoÉ, quando disseram que Pereira facilitava o esquema durante a gestão de Negri]. Para o ex-ministro, “os denunciantes estão querendo dar um enfoque político-eleitoral e desviar o curso das investigações”.

Em entrevista à revista IstoÉ, os Vedoin disseram que repassavam dinheiro a Abel Pereira, que seria ligado à Barjas Negri, para se beneficiarem das licitações no ministério da Saúde.

“Todas as informações sobre liberação de emendas parlamentares e os convênios eram transparentes, disponibilizadas no Sistema Siafi, pelo balcão de informações do Fundo Nacional de Saúde, no programa Hora do Brasil e para todas as câmaras e conselhos municipais de Saúde. Portanto, não havia qualquer necessidade de intermediações externas”, defendeu-se o ex-ministro na nota.

“Todas as emendas e convênios que estavam com a documentação em ordem tiveram os recursos financeiros liberados pelo Fundo Nacional de Saúde, de acordo com a disponibilidade financeira”, explicou.



 


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