Skip to content. Skip to navigation

A empresa    O Jornalismo    Fale Conosco    Trabalhe Aqui    Contas
BUSCA:     Ok  
 
Notícias Grandes Reportagens Coberturas Temáticas Banco de Imagens Multimídia Todos os Assuntos Canal do Leitor
 
27 de Setembro de 2006 - 14h40 - Última modificação em 27 de Setembro de 2006 - 14h40


Audiência pública discute preservação de quilombo no litoral fluminense

Norma Nery
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

Rio de Janeiro - A preservação do Quilombo da Rasa, em Armação dos Búzios, região da baixada litorânea do estado do Rio, um dos mais ameaçados pela especulação imobiliária, vai ser discutida na tarde de hoje (27) por representantes da comunidade e de organismos públicos e da sociedade civil.

A audiência pública, que vai ser realizada das 16 às 19 horas, na Câmara Municipal de Búzios, também vai discutir a agilização do processo de regularização fundiária e medidas que contenham as invasões da área por grileiros.

O movimento em defesa da Rasa foi iniciado pela presidente da Associação de Moradores do Quilombo, Carivaldina Oliveira da Costa (Dona Uia). Ela denunciou as invasões às autoridades das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) e responde a processo por tentar recuperar o terreno onde plantava e foi invadido por grileiros.

“No processo eu que era a invasora. Eu, nascida e criada aqui. Hoje estou com 65 anos, minha mãe está com 97 e meu sogro morreu aqui, há seis meses, com 120 anos. E o juiz não queria entender que nós éramos da terra", contou Dona Uia.

Ela disse que a reunião de hoje é para "dar um grito" de que eles são quilombolas. "Nós temos quase duas mil pessoas. Só que está tudo espalhado, porque foram expulsos da terra e hoje vivem na cidade grande, passando fome, sem emprego. E agora se uniram todos para voltar”, afirmou.

O Quilombo da Rasa é reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e está em processo de regulamentação fundiária na Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Perto de 300 descendentes de escravos ainda moram no local, que ocupa uma área equivalente a 27 campos de futebol, já delimitada pelo Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro.

Vão participar da audiência pública representantes da Fundação Palmares, da Comissão Pastoral da Terra, da Defensoria Pública Geral do Rio de Janeiro, do Ministério Público Federal, do Ministério Público Estadual, do Incra. do Programa Nacional de Assentamento Urbano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), da Ordem dos Advogados e da Associação  dos Quilombos.



 


O conteúdo deste site é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Expediente      Fale com a redação

Agencias Parceiras

  
Portugal  Argentina