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27 de Setembro de 2006 - 19h09 - Última modificação em 27 de Setembro de 2006 - 19h39


Semáforo para deficientes visuais dá prêmio a universitária mineira

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Como deficientes visuais podem saber quando atravessar a rua com segurança? Pensando na dificuldade enfrentada por eles, a  estudante de engenharia química da Universidade Federal de Minas Gerais Camila Andreva desenvolveu um protótipo de semáforo tátil. Com o trabalho, venceu o 6º Prêmio Denatran de Educação, na categoria estudante universitário.

Pelo projeto, quando o semáforo está aberto para os pedestres, uma caixinha instalada na calçada recebe uma corrente elétrica, vibra, e o deficiente, ao tocá-la, sabe que pode atravessar a rua. O projeto prevê ainda mecanismos de segurança, como piso ao redor do semáforo para o deficiente perceber que ali tem um semáforo.

O semáforo tátil de Camila Andreva, além de ter rendido um prêmio, pode se tornar uma realidade. “Apresentamos para vários órgãos públicos, e já houve vereadores de Belo Horizonte que ficaram interessados”. A estudante já comemora os resultados do concurso. “Achei muito legal a idéia do concurso. É um estímulo. Aí, me interessei e começamos a trabalhar, escrever para mandar para o prêmio, e deu certo”.

Enquanto alguns premiados no concurso estão terminando os estudos, outros estão apenas começando. Thalia Chiamulera, de 6 anos, que mora no município de Lacerdópolis, em Santa Catarina, fez um desenho e venceu na categoria educação infantil. No desenho, estão retratados elementos como os diversos meios de transporte e a sinalização.

A professora que orientou o trabalho, Marizane dall’Orsoletta, constata que trabalhar com educação para o trânsito junto às crianças já traz resultados. “É gratificante ela ter ganhado, porque tem seis anos, e ver a consciência que eles têm sobre os meios de transporte, porque hoje escutamos que os jovens com 18 anos não têm limites no trânsito, e ver que uma criança está tendo consciência de como atravessar uma rua, de que é preciso usar cintos de segurança”. Dos 60 alunos de educação infantil da escola de Lacerdópolis, 22 se inscreveram para concorrer ao prêmio.

Os prêmios foram entregues hoje (27) pelo ministro das Cidades, Márcio Fortes, e pelo presidente do Denatran, Alfredo Peres, aos 52 vencedores da etapa final. Os premiados e as escolas que têm alunos vencedores recebem entre R$ 1 mil e R$ 4 mil.



 


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