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Rio de Janeiro - O tempo que o paciente espera por uma cirurgia de ombro poderá
diminuir, em todo o país, com o curso de capacitação que está sendo
dado hoje (29), no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), no
Rio, para aprimorar procedimentos e técnicas nesse tipo de operação.
Participam do curso mais de 200 médicos e fisioterapeutas de vários
estados brasileiros.
A operação é indicada em casos de fratura e deslocamento
do ombro, lesão nos tendões que ficam em torno da articulação e doenças
degenerativas, como artrite reumatóide e artrose, que atingem principalmente os
idosos.
Cerca de 700 pessoas aguardam por uma cirurgia de ombro
no Into. O instituto realiza em torno de 500 operações dessa natureza por ano,
mas não consegue atender toda a demanda que chega à instituição. Outros seis
hospitais realizam, no estado do Rio de Janeiro, o procedimento pelo Sistema
Único de Saúde (SUS). Com custeio particular, a cirurgia de ombro também pode ser
feita em várias instituições privadas, mas os casos mais graves acabam se
concentrando no Into.
De acordo com o chefe do Centro de Artroplastia e Reconstrução
Articular do Into, Geraldo Motta, o curso de hoje, que está sendo
ministrado gratuitamente, faz parte da política permanente de difusão
do conhecimento. “Nosso papel não é só tratar os doentes, mas
multiplicar a informação". Segundo ele, em um trabalho de capacitação,
o objetivo é reduzir o número de pessoas que esperam pela cirurgia em
uma única instituição. "Essa tem sido a nossa experiência, quando a
gente consegue treinar as pessoas que estão ao nosso redor”, afirmou
Motta.
Durante todo o dia, médicos e fisioterapeutas acompanham
no auditório do Into, por transmissão em tempo real, quatro cirurgias realizadas
na instituição pelos especialistas que ministram o curso.
Os participantes podem interagir com os cirurgiões e
tirar dúvidas sobre as técnicas utilizadas para substituição da
articulação do ombro (artroplastia de ombro) e procedimentos de videocirurgia
para tratamento de lesões de tendões e de instabilidade no ombro. A
novidade do curso são os novos tipos de prótese para substituição da
articulação do ombro, que tornam possível tratar pessoas que antes não
tinham perspectiva de tratamento. “São geralmente pessoas que têm
doenças degenerativas, que ao longo do tempo destroem o osso, e as
operações permitem substituir parte desse osso que foi perdido e aí
restituir ao paciente uma qualidade de vida razoável e autonomia para
voltar a usar o braço que estaria inutilizado”, disse Motta.
Ele destacou a importãncia de os profissionais da
área conhecerem as novas possibilidades “até porque, alguém que trabalha num
hospital da periferia, por exemplo, conhecendo o que está
disponível, ao ver um doente, saiba que ele pode ser tratado”.
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