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29 de Setembro de 2006 - 16h08 - Última modificação em 29 de Setembro de 2006 - 16h09


Hospital do Rio capacita médicos e terapeutas em cirurgia de ombro

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O tempo que o paciente espera por uma cirurgia de ombro poderá diminuir, em todo o país, com o curso de capacitação que está sendo dado hoje (29), no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), no Rio, para aprimorar procedimentos e técnicas nesse tipo de operação. Participam do curso mais de 200 médicos e fisioterapeutas de vários estados brasileiros.

A operação é indicada em casos de fratura e deslocamento do ombro, lesão nos tendões que ficam em torno da articulação e doenças degenerativas, como artrite reumatóide e artrose, que atingem principalmente os idosos.

Cerca de 700 pessoas aguardam por uma cirurgia de ombro no Into. O instituto realiza em torno de 500 operações dessa natureza por ano, mas não consegue atender toda a demanda que chega à instituição. Outros seis hospitais realizam, no estado do Rio de Janeiro, o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com custeio particular, a cirurgia de ombro também pode ser feita em várias instituições privadas, mas os casos mais graves acabam se concentrando no Into.

De acordo com o chefe do Centro de Artroplastia e Reconstrução Articular do Into, Geraldo Motta, o curso de hoje, que está sendo ministrado gratuitamente, faz parte da política permanente de difusão do conhecimento. “Nosso papel não é só tratar os doentes, mas multiplicar a informação". Segundo ele, em um trabalho de capacitação, o objetivo é reduzir o número de pessoas que esperam pela cirurgia em uma única instituição. "Essa tem sido a nossa experiência, quando a gente consegue treinar as pessoas que estão ao nosso redor”, afirmou Motta.

Durante todo o dia, médicos e fisioterapeutas acompanham no auditório do Into, por transmissão em tempo real, quatro cirurgias realizadas na instituição pelos especialistas que ministram o curso.

Os participantes podem interagir com os cirurgiões e tirar dúvidas sobre as técnicas utilizadas para substituição da articulação do ombro (artroplastia de ombro) e procedimentos de videocirurgia para tratamento de lesões de tendões e de instabilidade no ombro.

A novidade do curso são os novos tipos de prótese para substituição da articulação do ombro, que tornam possível tratar pessoas que antes não tinham perspectiva de tratamento. “São geralmente pessoas que têm doenças degenerativas, que ao longo do tempo destroem o osso, e as operações permitem substituir parte desse osso que foi perdido e aí restituir ao paciente uma qualidade de vida razoável e autonomia para voltar a usar o braço que estaria inutilizado”, disse Motta.

Ele destacou a importãncia de os profissionais da área conhecerem as novas possibilidades “até porque, alguém que trabalha num hospital da periferia, por exemplo, conhecendo o que está disponível, ao ver um doente, saiba que ele pode ser tratado”.


 

 


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