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Brasília -
O comitê do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
(MCCE), que criou uma central telefônica para tirar dúvidas dos eleitores, recebeu até as 15 horas deste
domingo apenas sete ligações. Destas, duas pediam esclarecimentos do que
podiam ou não fazer no momento da votação e os outros cinco telefonemas
eram de denúncias.
Uma denúncia era sobre pessoas com material de campanha
próximas a uma seção eleitoral do Distrito Federal; uma outra sobre um problema
ocorrido em urna eletrônica numa escola de Águas Lindas, em Goiás, e
a de que um candidato a deputado distrital estaria comprando votos por R$
50 na cidade de Ceilândia, no Distrito Federal.
"Geralmente a pessoa liga para esclarecer se realmente
pode ter a prática de boca de urna e em relação também ao uso de camisetas,
bonés, bandeiras. Saiu muito em cima da hora que era possível o uso individual
e silencioso de manifestação", disse a secretária-executiva do MCCE,
Suylan Midlej. Ela esclarece que é possível usar estes artefatos, desde que não
haja um aglomerado de pessoas, e que a pessoa não esteja fazendo a prática da
boca de urna.
O MCCE foi criado em 2002 e é formado por 28
entidades da sociedade civil. "É um movimento da sociedade civil que foi
criado com esse intuito de ajudar na aplicabilidade da Lei N.º
9.840". A lei, de 1999, foi criada para combater a compra de votos e
o uso da máquina administrativa durante o período eleitoral.
Durante todo o dia de hoje (1º), haverá postos do MCCE
espalhados por todo o país, em regime de plantão, para tirar dúvidas dos
eleitores, encaminhar denúncias à Polícia Federal e ajudar na fiscalização de
crimes eleitorais.
O plantão nacional atenderá pelos números (61) 3316-9640,
3316-9646 e 3316-9658.
Nos postos do MCCE, chamados de Comitê 9840, haverá equipes
de atendimento formadas por advogados, juízes e especialistas em direito
eleitoral.
O MCCE também atua pela reforma do sistema político e pelo
fim da corrupção eleitoral.
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