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10 de Outubro de 2006 - 09h48 - Última modificação em 10 de Outubro de 2006 - 10h10


Pernambuco ganha laboratório público para experimentos com células-tronco

Márcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil

 
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Recife - Começa a funcionar hoje no Hospital Agamenon Magalhães, na zona norte da capital pernambucana, o primeiro laboratório público do Nordeste que vai testar o uso de células-tronco em pacientes enfartados do Sistema Único de Saúde (SUS).

A unidade, dotada de equipamentos de última geração, recebeu investimentos de R$ 250 mil do governo estadual. O ministério da Saúde participa do projeto, financiando os estudos científicos e a medicação.

De acordo com o cardiologista, Heitor Medeiros, o laboratório passa a integrar os 27 centros do país que fazem experimentos com células-tronco, para tratamento de doenças incuráveis, a exemplo do mal de Parkinson, diabetes, lesões na medula óssea e cardiopatias graves.

O médico, João Moraes Júnior, coordenador da unidade, afirmou que o resultado esperado para pacientes que sobrevivem ao infarto do miocárdio é a regeneração do tecido do coração, lesionado pela insuficiência prolongada de oxigênio.

"O infarto pode resultar na insuficiência cardíaca, reduzindo a qualidade de vida das pessoas que ficam com cansaço e dificuldade de realizar atividades simples, como caminhar e subir escadas. Muitos acabam deprimidos por causa disso. A partir da regeneração dos tecidos cardíacos, por meio das células-tronco, que têm capacidade de multiplicação, podemos melhorar a qualidade de vida dos doentes", frisou.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde indicam que, a cada ano, mais de 14 mil pernambucanos morrem de doenças do coração.

 


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