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Brasília - O
presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
(SBPC), Ennio Candotti, avalia que são necessários os
recursos previstos pelo o projeto de lei para financiar pesquisas com
a iniciativa privada, mas que o desenvolvimento da pesquisa
científica no país precisa de diretrizes
complementares.
"Os recursos são parte dos
incentivos, é preciso ter projetos, idéias, diretrizes,
fazer com que todos empurrem na mesma direção e isso de
deve a políticas públicas", afirma. Para Candotti,
é importante ainda que os recursos possam atingir todas as
regiões do país. "Esses recursos devem ser bem
canalizados em cada região para fazermos com que programas de
longo prazo sejam implementados de modo a pensar no desenvolvimento
científico e do ensino básico.
"O Brasil
atualmente detém 2% da produção científica
mundial, mas converte em patentes registradas apenas um quarto dessa
produção. Países desenvolvidos chegam a
responder por 4% da produção científica.
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Educação,
Fernando Haddad, anunciaram o envio ao Congresso Nacional de um
projeto de lei que prevê que a iniciativa privada poderá
financiar pesquisas conduzidas por universidades públicas e
centros tecnológicos.
As
empresas financiadoras podem descontar do imposto de renda desde a
metade até duas vezes e meia o valor investido. Quanto mais se
abate do imposto de renda, mais reduz a participação da
empresa sobre os direitos da pesquisa, como a propriedade industrial
e a intelectual do projeto científico.
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