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Brasília - A
taxa de emprego industrial de agosto apresentou uma ligeira queda de
0,1% em relação a julho, quando ocorreu um crescimento
de 0,3%. Segundo o IBGE, o dado mostra estabilidade no período.
Na comparação com agosto de 2005, a taxa avançou
0,2%. No acumulado do ano, retrocedeu 0,4%. Os dados são da
Pesquisa Mensal de Emprego e Salário, divulgada hoje (13) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A
pesquisa não aponta para uma queda do índice segundo
avaliação do economista do IBGE André Luís
Macedo. ”Esse recuo de –0,1% tem que ser relativizado com o
crescimento do mês anterior (julho). Na passagem desses dois
meses o que se observa é muito mais um sinal de estabilidade
para o emprego e um ligeiro acréscimo no saldo desse período”,
explicou.
Os dados também apontam que houve aumento de
0,3% no número de horas pagas frente a julho, com ajustamento
sazonal, e estável na comparação com agosto de
2005 (0,1%), embora indique, também, taxas negativas no
acumulado do ano (-0,1%) e dos últimos 12 meses (-0,2%). Já
a folha de pagamento real cresceu em todas as comparações:
1,1% (entre agosto e julho de 2006), 0,8% (entre os meses de agosto
de 2006 e 2005), 0,7% (acumulado do ano) e 1,2% (acumulado dos últimos
12 meses).
“Temos observado, pelo indicador de média
móvel trimestral, é que a evolução do
emprego, nos últimos meses, vem se comportando com um
crescimento bastante moderado, porém permanente, assim como a
produção industrial. Se a gente fizer um corte, nessa
comparação, para a produção industrial de
agosto contra março, se observa um crescimento de 1,3% e o
emprego acompanhou esse crescimento moderado e mostra uma expansão
de 0,6%”, afirmou Macedo.
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