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Brasília - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que
serve de parâmetro para as metas oficiais, chegará ao final do ano em torno de
3%, bem abaixo portanto, que os 4,5% da meta definida pelo Conselho Monetário
Nacional (CMN).
É o que mostra o boletim Focus, divulgado hoje pelo Banco
Central, com resultados da pesquisa realizada na última sexta-feira (13) com
uma centena de analistas de mercado e de instituições financeiras sobre
tendências dos principais indicadores da economia.
De acordo com a expectativa dos economistas da iniciativa
privada, todos os indicadores de inflação pesquisados estão em baixa; a começar
pelo IPCA deste mês, que está projetado em 0,28%; um pouco menor que o
prognóstico de 0,30% na semana anterior, e abaixo da previsão de 0,35% para a
inflação de novembro, enquanto o IPCA para os próximos 12 meses também cai de
4,08% para 4,05%.
O Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação
Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe) da Universidade de São Paulo (USP),
é menor ainda, com queda de 1,78% para 1,73% na inflação anual. Mas, a pesquisa
se refere apenas ao comportamento de preços na capital paulista.
Os preços no atacado também estão em baixa, com o Índice
Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caindo de 3,15%, na semana
passada, para 3,09%, e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) recuando da
previsão de 3,27% para 3,20%.
O único indicador de preços que se aproxima da meta oficial
é o de preços administrados por contrato, ou monitorados, que congrega os custos
de combustíveis, energia elétrica, telefonia, transporte urbano, água,
saneamento, medicamentos, educação e outros. O reajuste acumulado desse
segmento está projetado em 4,20%, menor que os 4,30% da pesquisa anterior.
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