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20 de Outubro de 2006 - 15h43 - Última modificação em 20 de Outubro de 2006 - 15h43


No Rio de Janeiro, oito equipes do Ipem fiscalizam a venda do pãozinho

Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Equipes de fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) vistoriaram hoje (20) padarias e supermercados de todo o país para garantir que o pão francês esteja sendo vendido por peso e não mais por unidade. A portaria do Instituto de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) que determina a modificação foi publicada em junho deste ano e entrou em vigor hoje (20).

No Rio de Janeiro, oito equipes percorreram as zonas Norte, Sul e Oeste. Durante a operação, os fiscais verificavam o funcionamento da balança, que deve ser calibrada especialmente para pesar o pão, e a existência de cartazes informado o preço cobrado por quilo do produto. O diretor de Metrologia do Ipem/RJ, César Generine, acredita que a nova regra não vai alterar de forma significativa o trabalho nas padarias. A maior modificação para ele vai ser para o consumidor.

“Todas as padarias, na verdade, já possuem a balança que nós queremos, que é aquela que mostra o peso, o preço por quilo e o total a pagar. A população é que vai sentir um pouquinho, principalmente no começo, porque estava acostumada a comprar por unidade e agora está comprando por peso”, disse.

Para Fernando Ferreira, proprietário de uma padaria em Copacabana, zona norte do Rio de Janeiro, que foi vistoriada hoje por uma equipe do Ipem, a alteração vai tumultuar o atendimento. “Eu acho que isso não vai beneficiar ninguém, só complicou para todo mundo. Antes, o cliente pegava o pão, pagava no caixa e ia embora. Agora está formando fila para pesar e fila para pagar”, reclamou.

Para determinar a nova regra, o Inmetro realizou uma pesquisa com consumidores do todo o país. O resultado revelou que 70% dos entrevistados preferiram a venda por peso. É o caso da dona de casa Adélia Marcondes, que acredita ser mais justa a nova maneira de vender o pãozinho. “A gente tava sendo iludido, porque pagava o preço do pão que não estava levando. Agora, só pagamos pelo que levamos. É mais justo”, avaliou. 

 



 


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