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25 de Outubro de 2006 - 13h24 - Última modificação em 25 de Outubro de 2006 - 19h04


Ajuste fiscal do governo federal foi de R$ 65 milhões em setembro

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Em setembro, o superávit primário (economia que o governo faz para para pagar os juros da dívida) brasileiro foi de R$ 65 milhões, abaixo da média que a União vinha contabilizando nos últimos meses, e que atingiu o ponto mais elevado em agosto, quando o governo central poupou cerca de R$ 13 bilhões.

Os dados são do relatório de Política Fiscal de setembro, divulgado hoje (25) pelo Banco Central (BC). De acordo com o chefe do departamento econômico do banco, Altamir Lopes, o resultado tão baixo é fruto da antecipação do pagamento de metade do 13º salário aos aposentados, no valor de R$ 5,9 bilhões, o que elevou o déficit (saldo negativo) da Previdência Social para R$ 8,5 bilhões no mês passado.

O resultado de setembro está longe de cobrir as despesas com juros da dívida, que somaram R$ 10,9 bilhões. No ano, o desembolso com juros  chega a R$ 121,6 bilhões, o que equivale a 7,99% do PIB. O déficit até agora é, portanto, de R$ 41,1 bilhões.

No acumulado do ano, o superávit primário soma R$ 80,5 bilhões, o que equivale a 5,29% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma das riquezas produzidas no país). No mesmo período do ano passado, o superávit acumulado era de 6,11% do PIB.

Na avaliação de Altamir, é uma situação "ainda confortável", considerando que a meta para 2006 é de 4,25% do PIB. "Os dispêndios de dezembro serão menores, por causa da antecipação da Previdência”, acrescentou.

De acordo com o economista, estados, municípios e empresas estatais tiveram bom desempenho no mês passado, contribuindo para usuperávit total de R$ 4,5 bilhões, o mais baixo desde janeiro de 2006, quando a economia foi de R$ 3 bilhões.

As estatais economizaram R$ 2,5 bilhões. Os governos regionais tiveram o melhor resultado para o mês de setembro (R$ 1,9 bilhão) desde o início da divulgação da série, em 1991.

Nos últimos 12 meses encerrados em setembro, o superávit primário era de R$ 87,5 bilhões (4,28% do PIB). O resultado representa uma queda em relação aos 4,45% do mês anterior, quando a economia acumulada até então era de R$ 90,5 bilhões.

 


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