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Brasília - Expandir e melhorar o cuidado e a educação na primeira
infância é o primeiro dos seis objetivos do compromisso Educação para Todos,
conjunto de metas globais firmado por por vários países em Dakar, no
Senegal, no ano de 2000. O ensino na primeira infância é também o tema do Relatório do Monitoramento
Global Educação para Todos 2007, lançado hoje (26) pela Organização das Nações
Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
“A melhora do bem-estar na primeira infância deve ser um
componente essencial e sistemático das políticas de educação e redução da
pobreza. É fundamental um respaldo político do mais alto nível para que se dê
prioridade à atenção e educação na primeira infância”, afirmou Koichiro
Matsuura, diretor-geral da Unesco.
De acordo com a coordenadora da Unesco no Rio Grande do Sul
e especialista em primeira infância, Alessandra Schneider, no Brasil, a
primeira infância compreende a fase que vai até os seis anos de idade.
Esse período é também, segundo a especialista, o período em que as crianças
adquirem benefícios no curto, médio e longo prazo.
Alessandra Schneider disse que os benefícios são de ordem
educacional, econômica e social. Os benefícios educacionais são baseados em pesquisas
segundo as quais as crianças de até seis anos que tiveram acesso à creche e à pré-escola
apresentam os menores índices de evasão e repetência na escolaridade
obrigatória.
“Do ponto de vista econômico, se as crianças ficam mais
tempo na escola, isso significa que depois elas também terão melhor
qualificação para se inserir no mercado de trabalho”, afirmou.
Do ponto de vista social, estudos comprovam que as crianças
com acesso à educação na primeira infância apresentam os melhores indicadores
de nutrição e saúde. “Essas crianças têm uma probabilidade reduzida de se
envolver em crimes e em atos delinqüentes, se comparadas a crianças que não
freqüentaram programas de qualidade nesse período”.
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