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26 de Outubro de 2006 - 16h12 - Última modificação em 26 de Outubro de 2006 - 16h13


Unesco reforça necessidade de expansão e melhoria do ensino na primeira infância

Irene Lôbo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Expandir e melhorar o cuidado e a educação na primeira infância é o primeiro dos seis objetivos do compromisso Educação para Todos, conjunto de metas globais firmado por por vários países em Dakar, no Senegal, no ano de 2000. O ensino na primeira infância é também o tema do Relatório do Monitoramento Global Educação para Todos 2007, lançado hoje (26) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“A melhora do bem-estar na primeira infância deve ser um componente essencial e sistemático das políticas de educação e redução da pobreza. É fundamental um respaldo político do mais alto nível para que se dê prioridade à atenção e educação na primeira infância”, afirmou Koichiro Matsuura, diretor-geral da Unesco.

De acordo com a coordenadora da Unesco no Rio Grande do Sul e especialista em primeira infância, Alessandra Schneider, no Brasil, a primeira infância compreende a fase que vai até os seis anos de idade. Esse período é também, segundo a especialista, o período em que as crianças adquirem benefícios no curto, médio e longo prazo.

Alessandra Schneider disse que os benefícios são de ordem educacional, econômica e social. Os benefícios educacionais são baseados em pesquisas segundo as quais as crianças de até seis anos que tiveram acesso à creche e à pré-escola apresentam os menores índices de evasão e repetência na escolaridade obrigatória.

“Do ponto de vista econômico, se as crianças ficam mais tempo na escola, isso significa que depois elas também terão melhor qualificação para se inserir no mercado de trabalho”, afirmou.

Do ponto de vista social, estudos comprovam que as crianças com acesso à educação na primeira infância apresentam os melhores indicadores de nutrição e saúde. “Essas crianças têm uma probabilidade reduzida de se envolver em crimes e em atos delinqüentes, se comparadas a crianças que não freqüentaram programas de qualidade nesse período”.



 


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