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São Paulo - A produção na indústria de transformação paulista caiu 0,6%
em setembro, em comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal. Ou
seja, levando-se em consideração os efeitos característicos do período
sobre o setor. Sem incluir esses efeitos, houve queda mais acentuada de
2,3%. Na comparação com setembro do ano passado, no entanto, a
atividade teve expansão de 4,7%. No acumulado dos noves meses do ano
sobre o mesmo período de 2005, o setor cresceu 3,7%. O nível de
utilização da capacidade instalada recuou, na média, de 82,3% para
81,9%. De um total de 17 setores, nove aumentaram o nível de
utilização, entre os quais as usinas de produção de álcool e de
processamento dos derivados de petróleo, a indústria de móveis e de
máquinas e equipamentos. Os dados são da pesquisa mensal Indicador do
Nível de Atividade (INA), da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp). Na avaliação do diretor do Departamento de
Pesquisas Econômicas da Fiesp, Paulo Francini, o desempenho continua
“melancólico” e reflete um descompasso com o setor do comércio, onde as
vendas têm crescido. A questão, segundo ele, é que “a produção
doméstica está sendo substituída por produtos importados”. Além disso,
disse Francini, o recuo está associado ao número de dias úteis menor,
em setembro. Francini projeta crescimento de 3,2% para a
indústria paulista. Já sua previsão para o ano que vem é de crescimento
da economia em torno de 5%. Ao comentar sua expectativa sobre o segundo
mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrou otimismo
sobre as medidas que deverão ser tomadas rumo ao desenvolvimento do
país. “Existe consenso da sociedade de que é preciso crescer mais para
gerar mais empregos e trazer todas as conseqüências positivas disso”,
apontou.
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