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31 de Outubro de 2006 - 14h27 - Última modificação em 31 de Outubro de 2006 - 14h27


Cai atividade na indústria paulista

Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A produção na indústria de transformação paulista caiu 0,6% em setembro, em comparação com o mês anterior, com ajuste sazonal. Ou seja, levando-se em consideração os efeitos característicos do período sobre o setor. Sem incluir esses efeitos, houve queda mais acentuada de 2,3%. Na comparação com setembro do ano passado, no entanto, a atividade teve expansão de 4,7%. No acumulado dos noves meses do ano sobre o mesmo período de 2005, o setor cresceu 3,7%.

O nível de utilização da capacidade instalada recuou, na média, de 82,3% para 81,9%. De um total de 17 setores, nove aumentaram o nível de utilização, entre os quais as usinas de produção de álcool e de processamento dos derivados de petróleo, a indústria de móveis e de máquinas e equipamentos. Os dados são da pesquisa mensal Indicador do Nível de Atividade (INA), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Na avaliação do diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Fiesp, Paulo Francini, o desempenho continua “melancólico” e reflete um descompasso com o setor do comércio, onde as vendas têm crescido. A questão, segundo ele, é que “a produção doméstica está sendo substituída por produtos importados”. Além disso, disse Francini, o recuo está associado ao número de dias úteis menor, em setembro.

Francini projeta crescimento de 3,2% para a indústria paulista. Já sua previsão para o ano que vem é de crescimento da economia em torno de 5%. Ao comentar sua expectativa sobre o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrou otimismo sobre as medidas que deverão ser tomadas rumo ao desenvolvimento do país. “Existe consenso da sociedade de que é preciso crescer mais para gerar mais empregos e trazer todas as conseqüências positivas disso”, apontou.

 




 


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