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Rio de Janeiro - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou estável no fechamento
de outubro. A taxa, divulgada esta manhã (1º) pela Fundação Getúlio Vargas, ficou
em 0,14%. O número é o mesmo apurado na semana anterior e continua a
ser o menor resultado desde a última semana do mês de julho.
Segundo nota publicada pela Fundação Getúlio
Vargas, a estabilidade reflete o equilíbrio entre a alta de 0,13 ponto
percentual observada nos preços dos alimentos, e a desaceleração das taxas de
inflação nas outras seis classes de despesa que compõe o índice.
A variação nos preços dos alimentos passou de
0,04% na terceira semana de outubro para 0,17% na apuração atual. Os itens que
mais contribuíram para a alta foram Aves e Ovos (de 4.90% para 5,83%) e Carnes
Bovinas (4,48%para 5,19%). Os preços das frutas continuam caindo (4,21%), mas a
redução foi menor do que a registrada no período anterior. (4,52%)
A maior influência no IPC-S para compensar o
avanço dos alimentos veio das despesas com Habitação, cujos preços subiram
menos. A variação passou de 0,15% para 0,10% nesta classe de despesa,
principalmente por causa do fim do impacto dos reajustes nas taxas de água e
esgotos residenciais ocorridos no início de setembro.
Recuou também a variação nos gastos com vestuário
(de 1,26% para 1,07%), depois de seis semanas consecutivas de alta. Transportes
foram a única classe de despesa que apresentou deflação (0,36%), mas a taxa
praticamente não repercutiu na variação do IPC-S já que foi muito próxima à da
apuração anterior (0,35%).
O IPC-S mede semanalmente a variação nos preços 450
produtos e serviços utilizados por famílias com renda entre 1 a 33 salários
mínimos residentes nas sete maiores capitais do país.
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