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Brasília - O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde
(Conass), Jurandi Frutuoso, disse que não consegue vislumbrar solução para a
falta de imunoglobulina humana endovenosa, usada para transfusão e no
tratamento de hemofílicos.
No dia 1º deste mês, o Ministério da Saúde divulgou nota
recomendando que as secretarias estaduais e municipais de saúde racionalizem o
uso do derivado de sangue ou remanejem volumes do medicamento entre os estados
para evitar o desabastecimento.
Entretanto,
segundo o Conass, os 21 estados representados no conselho não têm mais estoque
da imonoglobulina repassada pelo Ministério da Saúde e alguns deles estão
comprando o derivado de sangue diretamente de fornecedores.
Esse é o
caso da Bahia.Segundo o secretário estadual, José Antônio Alves, as unidades de
saúde da Bahia só tem estoque para 15 ou 20 dias. "Tivemos esse problema
há quatro meses e pegamos estoque de outro estado emprestado e já repusemos.
Agora, voltamos a ter o problema", afirmou Alves.
O
presidente do Conass quer que o Ministério da Saúde divulgue outra nota,
esclarecendo que a responsabilidade pelo repasse do derivado é do governo
federal. "Do jeito que está, a nota transfere para os estados a obrigação
de resolver o problema e nós não temos o que fazer", argumentou.
O Conass
levará a preocupação com falta do derivado de sangue, amanhã, à Comissão de
Intergestores Tripartite, que reúne gestores de saúde da União, estados e
municípios.
Segundo o
Ministério da Saúde, as dificuldades no abastecimento decorrem da decisão dos
Estados Unidos, principal país exportador do derivado, de suspender a venda da
matéria-prima usada na produção de imunoglobulina humana. Os Estados Unidos
avisaram que a decisão deve-se a alertas sobre desastres naturais e ações
militares referentes àquele país que levam ao aumento do consumo interno de
imunoglobulina humana.
Ministério
da Saúde informou, ainda, que entrou em contato com a Organização Pan-Americana
de Saúde (Opas), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), para solicitar auxílio
na identificação de possíveis fornecedores do medicamento com condições de
atender à demanda brasileira.
A
imunoglobulina 5g é importada pelo Ministério da Saúde é encaminhada às
secretarias de saúde. No caso de falta do derivado de sangue, o médico
deve ser consultado para a prescrição de outros medicamentos ou procedimentos.
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