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Brasília - Empresários e
parlamentares têm pressa para a entrada em vigor da Lei Geral da Micro e Pequena
Empresa, aprovada ontem (8) no Senado. O relator do projeto na Câmara dos Deputados, Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), garante que o
processo de votação na casa, por onde a matéria já havia passado, será rápido e
ficará limitado apenas à nova data estabelecida pelo Senado para vigência da
lei.
"Este é o projeto mais importante que está sendo
aprovado nos últimos 20 anos no Brasil. Trata-se de inclusão econômica, de
inclusão trabalhista e de inclusão social", comentou Hauly. Para ele, a
lei geral, que cria o Supersimples – sistema que unifica seis impostos federais,
o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços) e reduz alguns impostos – vai trazer para a formalidade grande
parte das quase 10 milhões de atividades hoje informais.
Pelas projeções de Hauly, em 12 meses de vigência da
nova lei, será possível "pagar todo o prejuízo que aparentemente o governo teria
e começar a dar lucro, a ter mais receita". Só no governo federal, as estimativas são de renúncia
de R$ 5,4 bilhões em um ano. " Em
12 meses cheios, a nova lei cobriria esta renúncia e daria um ganho adicional de
mais R$ 5 bilhões", disse.
Para o presidente da Confederação Nacional da
Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, a lei geral é uma vitória dos pequenos
empreendedores. "É um marco novo, um marco importante para um país onde há
um ambiente hostil às pequenas empresas", disse. Monteiro Neto acredita que o
Supersimples "cria um regime tributário mais adequado, que finalmente
consagra a idéia da unificação do recolhimento de impostos nos três
níveis, federal, municipal e estadual", afirmou.
Além da unificação de impostos, a nova lei
desonera as exportações e reduz a burocracia para o registro de micro
e pequenas empresas.
As alíquotas do Supersimples variam de 4% a 11,61% para o
setor de comércio e de 4,5% a 12,11% para a indústria. No setor de serviços, as
faixas serão 50% maiores que as do comércio.
A lei também abre possibilidade de as empresas
enquadradas no sistema renegociarem suas dívidas com a Receita Federal e
com a Previdência Social.
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