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São Paulo - Dirigentes das seis centrais sindicais decidiram hoje (9)
unir-se para pressionar o governo federal e o Congresso Nacional a aumentarem a
correção do salário mínimo e corrigir as faixas da tabela do Imposto de Renda
(IR). Eles marcaram uma passeata em Brasília no dia 6 de dezembro.
O encontro das lideranças sindicais foi realizado na sede da
Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em São Paulo. Participaram a
Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), a Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical e a Social
Democracia Sindical (SDS).
Os sindicalistas querem que o novo mínimo seja de R$ 420, e a garantia de que o
seu pagamento seja antecipado para março de 2007, conforme acerto entre as
lideranças sindicais e os ministérios da Fazenda e do Trabalho. Além disso, as
centrais pedem uma política permanente de valorização do salário mínimo.
Os dirigentes sindicais também querem o reajuste da tabela do IR em 7,77%,
correção que segundo eles zeraria as perdas no governo Lula. De acordo com a
CUT, este índice deveria ser reajustado em 45% desde o Governo FHC. A entidade
vai propor novas alíquotas para a tabela do IR, baseadas em estudo em
elaboração pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), que será apresentado no final do mês.
Em entrevista à Agência Brasil, Artur Henrique da Silva Santos,
presidente nacional da CUT, disse que a mobilização (passeata no dia 6 de
dezembro em Brasília) é para garantir a aprovação junto ao Legislativo e
Executivo das propostas das centrais. “Nós esperamos que haja um entendimento
por parte do governo e do Congresso Nacional da importância da elevação do
salário mínimo, tanto para a questão do desenvolvimento econômico quanto da
distribuição de renda”.
De acordo com ele, as duas medidas beneficiariam o conjunto
dos trabalhadores. “Isso atinge uma quantidade muito grande de pessoas, não só
[as] que ganham o [salário] mínimo, mas também do mercado informal e
aposentadoria”, afirmou.
Antônio Carlos dos Reis, presidente nacional da CGT, disse não esperar por uma
negociação fácil com o governo federal. “Toda negociação é difícil, porque o
governo prioriza algumas questões e muitas vezes não prioriza dar um salário
mínimo adequado ou fazer correção da tabela do IR que signifique ter que
diminuir a arrecadação”.
Ele defende a discussão de uma tabela do IR mais social.
“Não é possível uma pessoa que ganha R$ 1.300 pagar 15% do seu salário em
imposto de renda”, criticou.
As centrais pretendem reunir-se novamente em São Paulo, no próximo dia 27, para
acertar os preparativos para a mobilização nacional de dezembro. Dois dias
depois (29), as centrais pretendem realizar manifestações nos estados.
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