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Brasília - Os médicos residentes da Fundação Hospitalar do Distrito Federal entraram hoje (9) em greve, por tempo
indeterminado. São 550 residentes que paralisaram o atendimento nos serviços
cirúrgicos e ambulatoriais e emergenciais de oito hospitais da cidade. A decisão foi tomada em assembléia realizada
na manhã de hoje, no auditório do Hospital de Base de Brasília.
Segundo o
diretor da Associação Brasiliense de Médicos Residentes (Abramer), Mário
Magalhães, a categoria reivindica reajuste de 53% no valor da bolsa, que
atualmente é de R$ 1.459,00, o cumprimento da carga horária de 60
horas semanais - em alguns casos, os residentes chegam a cumprir 90 horas de trabalho por
semana - e melhores condições de trabalho.
O vice-presidente da Abramer, Márcio Almeida Paes, informou que os
estudantes vão se reunir diariamente em um hospital regional. “Vamos
ficar de braços cruzados, mas não vamos deixar de comparecer aos
hospitais”,
disse Paes. Amanhã (10) de manhã, os residentes se reúnem em nova
assembléia, no Hospital Regional da Asa Sul.
A
Secretaria da Saúde do Distrito Federal
estuda a possibilidade de conceder um reajuste e prometeu apresentar o índice
amanhã.
O
valor a ser pago aos residentes, chamado por eles de teto mínimo, é
determinado pelos ministérios da Saúde e da Educação e não é
reajustado desde 2001. Por isso, o movimento é nacional, e em outras unidades da
federação também estão ocorrendo greves.
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