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13 de Novembro de 2006 - 23h24 - Última modificação em 14 de Novembro de 2006 - 09h07


Financiamento privado é “tráfico de influência”, critica ONG

Daniel Merli
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A doação de dinheiro por empresas privadas para a campanha de candidatos a cargos públicos é um “tráfico de influência”, considera Eliana Graça, do Fórum Brasil de Orçamento. “A empresa banca a campanha mas quer um retorno”, critica a secretária-executiva do Fórum, rede de entidades que acompanha os gastos do Estado.

Graça lembra que muitas empresas doadoras de dinheiro são prestadoras de serviços para o Estado, como as construtoras e siderúrgicas. Segundo ela, isso é uma “promiscuidade”. “Não há clareza da relação entre financiador e o candidato”, critica.

Além do conflito de interesses, Graça considera que a doação de empresa torna “totalmente desigual” a luta política. “Os atores da sociedade que não têm dinheiro para doar aos candidatos têm um peso menor de negociação”, critica.

No financiamento privado, predomina o poder econômico, em que os candidatos com campanhas mais caras têm mais condições de se eleger. E, para isso, precisam de mais doações.

O Fórum Brasileiro de Orçamento é uma das 20 organizações que está elaborando o projeto “Reforma Política: Construindo a plataforma dos movimentos sociais”. O documento, que será entregue ao Congresso Nacional, tem propostas de como tornar a política brasileira mais democrática.

A principal proposta para a legislação eleitoral é o fim das doações para candidatos. As entidades querem que seja permitido apenas o financiamento público de campanha.



 


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