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14 de Novembro de 2006 - 18h09 - Última modificação em 23 de Novembro de 2006 - 15h43


Região Sudeste concentra maior parte dos projetos de pesquisa em nanotecnologia

Monique Maia e Gabriel Corrêa
Da Agência Brasil

 
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Elza Fiúza/ABr
Brasília - Coordenador-geral de Micro e Nanotecnologia, Alfredo Mendes fala sobre os resultados de pesquisas na área. Em cinco anos, governo brasileiro investiu R$ 140 milhões em nanotecnologia. Estados Unidos desembolsam US$ 1 bilhão por ano.
Brasília - Coordenador-geral de Micro e Nanotecnologia, Alfredo Mendes fala sobre os resultados de pesquisas na área. Em cinco anos, governo brasileiro investiu R$ 140 milhões em nanotecnologia. Estados Unidos desembolsam US$ 1 bilhão por ano.
Brasília e São Paulo - Nos últimos cinco anos, o governo federal investiu cerca de R$ 140 milhões em estudos sobre nanotecnologia, área de pesquisa que busca transformar grandes estruturas em materiais menores e mais resistentes, que chegam a medir a bilionésima parte do metro.

Boa parte dos recursos públicos para este setor foram aplicados em projetos desenvolvidos por universidades da região Sudeste. Dos 76 projetos apoiados e financiados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2004, 45 deles estão em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

A região recebeu R$ 19,1 milhões dos R$ 38 milhões repassados há dois anos para esse conjunto de pesquisas em nanotecnologia. O dado confirma uma tendência nacional de concentração da produção científica. Em 2004, as regiões Sul e Nordeste tiveram 15 e 12 projetos de nanotecnologia financiados. Já as regiões Norte e Centro-Oeste somaram quatro projetos.

Em termos setoriais, o governo federal aplicou os recursos em quatro áreas consideras prioritárias: nos laboratórios de nanotecnologia, de redes e nas pesquisas básicas e aplicadas. Também foram abertos editais para financiamentos de estudos em empresas incubadas nos centros de desenvolvimento tecnológico. No edital de 2005, 11 empresas incubadas, oito delas do Sudeste e Sul, receberam R$ 997,5 mil para os estudos.

As pesquisas envolvem desde vacina para carrapatos, passando por cerâmicas de alta tecnologia, clareador dental e biochips para detecção precoce de câncer de pele. De acordo com o coordenador-geral de nanotecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia, Alfredo Mendes, todos os projetos financiados a partir de 2004 estão praticamente concluídos e alguns já começaram a ser comercializados.

No caso do projeto Bihpor, desenvolvido pelo professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Fernando Galembeck. “Trata-se de uma tinta com pigmento branco à base de fosfato de alumínio. Ela é mais barata, opaca e tem melhores qualidades óticas”, avalia Mendes.

O professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Douglas Galvão, explica que a nanotecnologia é a possibilidade de “manipular e controlar processos” em escala molecular. As aplicações dessa tecnologia abrangem processos médicos mais rápidos e precisos, químicos,mecânicos de precisão, além de outras aplicações industriais que proporcionariam vantagens.

De acordo o pesquisador da Unicamp, a evolução industrial que a nanotecnologia causará deve ser tão importante para economia mundial quanto é o advento da microeletrônica. "Se as previsões otimistas se confirmarem, estaria falando em novas aplicações industriais da ordem de trilhões de dólares. Então, teria um impacto a longo prazo semelhante ao que teve a microeletrônica.”


 


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