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19 de Novembro de 2006 - 10h30 - Última modificação em 19 de Novembro de 2006 - 10h30


Dia da Consciência Negra é data para reflexão, dizem integrantes do movimento

Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, deve ser uma data para refletir a respeito das condições de vida da população negra brasileira.

“Os negros estão condenados a viver em condições subumanas. Isso é terrível, porque impossibilita que as pessoas se reconheçam positivamente”, avalia o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília, Nelson Inocêncio. 

O professor ressalta que a data, instituída há 35 anos, não é apenas para lembrar a morte do líder Zumbi, do Qulimbo dos  Palmares.

“É um dia, sobretudo, para revitalizar e fortalecer a população negra no sentido de que ela se reconheça positivamente e assuma os desafios que tem pela frente para garantir uma vida com qualidade”.

O professor Oliveira Silveira, membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, lembra que Palmares foi um dos principais quilombos brasileiros, com sua própria organização política, econômica e social. 

"Palmares resultou na criação de um verdadeiro estado negro, como é considerado hoje. Poderíamos dizer que foi um país dentro de uma colônia, um país que se orientava pelas idéias de liberdade e dos direitos humanos”.

 

 



 


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