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Brasília - O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, deve ser uma data para refletir a respeito das condições de vida da população negra brasileira. “Os negros estão condenados a viver em condições subumanas. Isso é terrível, porque impossibilita que as pessoas se reconheçam positivamente”, avalia o coordenador do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília, Nelson Inocêncio. O professor ressalta que a data, instituída há 35 anos, não é apenas para lembrar a morte do líder Zumbi, do Qulimbo dos Palmares. “É um dia, sobretudo, para revitalizar e fortalecer a população negra no sentido de que ela se reconheça positivamente e assuma os desafios que tem pela frente para garantir uma vida com qualidade”. O professor Oliveira Silveira, membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, lembra que Palmares foi um dos principais quilombos brasileiros, com sua própria organização política, econômica e social. "Palmares resultou na criação de um verdadeiro estado negro, como é considerado hoje. Poderíamos dizer que foi um país dentro de uma colônia, um país que se orientava pelas idéias de liberdade e dos direitos humanos”.
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