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19 de Novembro de 2006 - 12h43 - Última modificação em 19 de Novembro de 2006 - 12h43


Aumento de renda da mulher negra nos últimos oito anos foi maior em Recife, diz Dieese

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - A região metropolitana do Recife (PE) foi a que registrou o maior aumento de renda da mulher negra (pretas e pardas) em comparação aos rendimentos do trabalhador homem não negro (brancos e amarelos) nos últimos oito anos.

Em 1998, o rendimento médio real por hora da mulher negra em Recife equivalia a 40,4% do rendimento médio real por hora do homem não negro. Em 2006, essa proporção subiu para 53,3%, um salto de 12,9%.

O resultado torna a região metropolitana de Recife a segunda onde melhor se remunera a mulher negra em relação aos rendimentos dos não negros. Em 1998, era a quarta a melhor remunerar no país.

Atualmente, a região metropolitana de Porto Alegre é a que mais remunera a mulher não negra, com o equivalente a 57,1% dos rendimentos do homem não negro.

Os dados são da pesquisa Os Negros nos Mercados de Trabalhos Metropolitanos, divulgada na última sexta-feira (17) pelo Departamento Intersindical de Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo leva em conta as regiões metropolitanas de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Brasília (DF).

A região metropolitana de Salvador é a que menos remunera a mulher negra em comparação ao rendimento dos homens não negros: elas recebem o equivalente a 39,6% do rendimento dos não negros.

Apesar disso, a região foi a que registrou, nos últimos oito anos, o segundo maior crescimento da remuneração das negras em relação aos não negros, passando de 32%, em 1998, para 39,6%, em 2006.

De acordo com o Dieese, a alta nos rendimentos das mulheres negras comparada aos rendimentos dos não negros pode estar relacionada aos impactos positivos da política de salário mínimo nos menores salários, que serve de referência, por exemplo, para a remuneração do trabalho doméstico, setor que engloba grande proporção das mulheres negras.

Em ordem decrescente, as regiões metropolitanas onde melhor se remunera as mulheres negras em relação ao rendimento dos homens não negros são: Porto Alegre (as negras recebem 57,1% dos rendimentos de um não negro); Recife (53,3%), Distrito Federal (49,8%); Belo Horizonte (48,9%); São Paulo (43,3%); Salvador (39,6%).



 


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