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19 de Novembro de 2006 - 12h25 - Última modificação em 20 de Novembro de 2006 - 12h28


Ameaçados de despejo, Krahô-Kanela pedem pressa em desapropriação de terra

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Representantes da comunidade indígena Krahô-Kanela estarão em Brasília a partir de amanhã (20) para pressionar as autoridades do governo a concluir o processo de desapropriação de uma área a ser destinada a eles, no estado do Tocantins. A comunidade corresponde a cerca de 200 a 300 pessoas, segundo o Conselho Indigenista Missionário, órgão ligado à Igreja Católica.

O primeiro encontro dos três representantes dos índios será com o senador Paulo Paim (PT-RS), que, desde 2005, vem acompanhando a luta dos Krahô-Kanela. Segundo a assessoria de imprensa do Cimi, há três meses, os presidentes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assinaram uma portaria conjunta para a desapropriação de duas fazendas, área a ser destinada aos Krahô-Kanela.

A desapropriação, porém, segundo o Cimi, ainda está em tramitação no governo. Com a assinatura da portaria inicial, os proprietários das terras haviam concordado com a cessão das terras e deixaram os indígenas a ocupar parte da área, provisoriamente. Na semana passada, os proprietários comunicaram aos Krahô-Kanela que, com a demora na tramitação, eles pretendem entrar com ação de reintegração de posse, solicitando à Justiça a retirada dos indígenas da terra.

A área a ser desapropriada tem sete mil hectares, no município de Lagoa da Confusão (TO). Depois de três décadas de peregrinação, os Krahô-Kanela viveram, desde 2001, em uma casa construída sobre o antigo lixão da cidade de Gurupi, segundo a assessoria do Cimi.



 


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