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21 de Novembro de 2006 - 10h29 - Última modificação em 21 de Novembro de 2006 - 10h29


Primeira prévia da inflação em novembro tem a taxa mais alta do ano

Adriana Brendler
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) avançou 1,02% em novembro. Além de ficar 0,81 ponto percentual acima do resultado de outubro (0,21%), a taxa é a mais alta registrada neste ano.O IGP-10  mede a evolução de preços entre o dia 11 do mês anterior e o dia 10 do mês atual e funciona como uma prévia da inflação mensal.

De acordo com os dados divulgados hoje (21) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela apuração do índice, houve alta nos preços ao consumidor, no atacado e nos custos da construção civil - as três categorias são consideradas na formação do IGP-10.

A maior aceleração foi observada no Índice de Preços por Atacado (IPA), que passou de 0,26% em outubro para 1,45% em novembro. A alta foi puxada pelo avanço dos preços das matérias–primas brutas (de 2,15% para 5,52%), principalmente, as agropecuárias, cuja taxa passou de 2,54% para 6,14%. Entre os produtos com maior variação de preço no atacado, estão soja, milho e arroz.

No caso do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a taxa ficou em 0,20%, o dobro da registrada em outubro (0,10%). O maior impacto para a aceleração do IPC, veio dos alimentos, que passaram de uma deflação de 0,36% para alta de 0,63% em novembro. As variações mais significativas foram observados nos preços de aves e ovos (de 3,61% para 5,74%) e frutas, cujos preços ainda estão em queda, mas em ritmo bem menor do que no mês anterior (variação de –8,42% para –2,14%).

Em relação às outras classes de despesas ao consumidor, houve aumento nos preços de vestuário (de 1,05% para 1,08%), enquanto ficaram menores as taxas dos gastos com habitação, transporte, educação e despesas diversas. A maior baixa foi observada no item habitação (de 0,25% para –0,01%), como conseqüência da redução nas tarifas de energia elétrica.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,14% em outubro para 0,23% em novembro. Dos três grupos componentes do índice, houve acréscimo somente no de materiais (de 0,18% para 0,43%) enquanto serviços e mão-de-obra tiveram redução em suas taxas (de 0,33% para 0,23% e de 0,07 para 0,04%, respectivamente)



 


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