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21 de Novembro de 2006 - 16h25 -
Última modificação
em 21 de Novembro de 2006 - 17h06
Feira apresenta experiências e invenções de estudantes dos ensinos médio e fundamental
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
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Wilson Dias/ABr
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Belo Horizonte (MG) - Os expositores da 1ª Feira Nacional de Ciências da Educação Básica Rodrigo M. Scheffer e Vicente T. Macarini.
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Brasília - Invenções e experiências científicas selecionadas a partir
da produção de estudantes dos ensinos fundamental e médio de todo o país
estarão expostas de hoje (21) a quinta-feira (23) no Centro de Difusão de
Ciência da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, na
1ª Feira Nacional de Ciências da Educação Básica (FENACEB) que ocorre
paralelamente ao 3º Fórum Educacional do Mercosul.
De acordo com a diretora de políticas do ensino Médio da
Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), Lucia Helena
Lodi, esta é a primeira vez que o governo federal se propõe a organizar uma
feira nacional. Até então, a coordenação e a realização de eventos similares
ficava restrita às secretarias municipais e estaduais de Educação.
Lodi disse que além de organizar a Feira Nacional, o MEC
passou a apoiar a realização de eventos locais, regionais e estaduais. O
objetivo é revitalizar o ensino de ciências na educação básica e estimular a
iniciação científica nas escolas.
“Nós precisamos cuidar da qualidade da educação básica
brasileira. E isso implica em revitalizar o ensino das ciências, valorizar a
iniciação e o experimento científico no cotidiano escolar. Hoje, a ciência e a
tecnologia são aspectos relevantes não só para o futuro do país, mas também
para que cada indivíduo alcance uma cidadania plena”, disse Lodi.
Embora a prioridade da feira não seja promover a
comercialização dos trabalhos apresentados por alunos, há experimentos com
fortes chances de virem a se tornar produtos. É o caso de duas invenções
desenvolvidas pelos estudantes de eletrotécnica Rodrigo Scheffer e Vicente
Macarini, de Novo Hamburgo (RS). Juntos, eles participam pela nona vez de uma
feira de ciências.
O primeiro projeto que desenvolveram foi um sistema ergonômico
para cadeira de rodas. A idéia consiste em instalar amortecimentos traseiros e
dianteiros nas cadeiras, de forma a absorver a trepidação, tornando-as mais
confortáveis para os cadeirantes.
O segundo experimento foi a criação do projeto que batizaram
com o nome de Vibrasom (Sistema Econômico de Monitoramento de Vibrações em
Máquinas). Os estudantes desenvolveram um software capaz de verificar variações
na freqüência de vibrações geradas por máquinas e motores em funcionamento. Com
o Vibrasom, os jovens foram premiados duplamente. Primeiro na feira de ciências
de sua cidade, Novo Hamburgo. O terceiro lugar conquistado pela invenção lhes
deu a oportunidade de viajar para a Turquia, onde voltaram a ficar em terceiro
lugar entre os experimentos premiados.
Segundo os estudantes, as expectativas de comercializarem
suas invenções são grandes. “Empresários nos procuraram interessados em ambos
os projetos. Esperamos patentear o projeto de amortecimento para a cadeira de
rodas e vender a idéia para uma empresa capaz de produzir em série, o que
baratearia o produto”, disse Rodrigo.
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