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Brasília - As contribuições entre os países em desenvolvimento para combater a aids representam uma alternativa para superar as barreiras impostas pelas políticas econômicas rígidas de muitos países. A avaliação é do diretor do Centro Internacional de Pobreza, Terry McKinley. A entidade promoveu esta semana uma conferência internacional em Brasília para discutir as formas de cooperação para o controle da aids.
“A cooperação direta, com capacitação profissional e fornecimento de medicamentos, é mais eficaz que a mera doação financeira porque ajuda na consolidação dos sistemas de saúde pública desses países e representa um investimento a longo prazo”, afirmou McKinkey.
No encontro, que terminou nesta quarta-feira (22), o governo brasileiro apresentou iniciativas nesse sentido, como o Laços Sul-Sul, parceria firmada pelo Brasil com sete países da América Latina e da África, além do Timor Leste.
O seminário apontou que, com medo de provocar aumento na circulação de dinheiro, o que traria reflexos sobre a inflação, muitos países não usam os empréstimos internacionais para o combate à aids. Principalmente nas economias pequenas e de baixa renda, o dinheiro dos financiamentos, na verdade, acaba engordando as reservas de dólares dos países.
Entre as medidas apresentadas na conferência para acabar com o problema estão o controle do fluxo de capitais, já posto em prática no Chile e na Malásia. Os participantes também sugeriram o uso das reservas internacionais para administrar a cotação do dólar nesses países e, dessa forma, diluir o possível impacto das doações sobre a inflação.
Esses métodos vão contra as práticas consagradas pelos economistas neoliberais, que defendem a livre flutuação do câmbio e a circulação sem restrições de capitais.
Criado em 2004 e com sede em Brasília, o Centro Internacional de Pobreza é uma entidade vinculada ao Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud) e funciona com o apoio do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
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