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22 de Novembro de 2006 - 20h19 - Última modificação em 22 de Novembro de 2006 - 20h34


Limitação no número de ofertas é nova regra do leilão para exploração de petróleo e gás

Nielmar de OLiveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A decisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de limitar o número de ofertas a serem feitas pelas empresas petrolíferas, é a principal alteração nas regras da 8ª Rodada de Licitações de Áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural, que será realizada nos próximos dias 28 e 29.

Durante a apresentação, hoje (22), do detalhamento dos 284 blocos que irão a leilão, a Petrobras se manifestou contra a decisão. O gerente de Relacionamento com a ANP, Jorge Bastos, admitiu que essa limitação poderia levar a Petrobras a aumentar a oferta para "não correr o risco de ser derrotada".

O número de ofertas poderá chegar a quatro, por empresa habilitada, em todas as áreas – nas rodadas anteriores, essa limitação se restringia às áreas terrestres – e o objetivo, segundo a ANP, foi o de aumentar a concorrência. A limitação resume-se às empresas que participam do leilão na condição de operadoras, o que pode acabar levando a uma busca de parcerias na composição das carteiras de oferta. 

O foco da rodada serão as áreas com possibilidade de se encontrar petróleo leve e, principalmente, gás natural. Os blocos serão ofertados nas bacias de Barreirinhas, Espírito Santo, Pará, Maranhão, Pelotas, Santos, Sergipe, Alagoas e Tucano Sul, totalizando 101 mil quilômetros quadrados de áreas para exploração.

Estão incluídos 35 blocos marítimos em cinco setores das bacias do Espírito Santo e Santos; 153 em setores considerados como novas fronteiras marítimas; 47 blocos em um setor na bacia de Tucano Sul (no sul da Bahia), com o objetivo de atrair investimentos e aumentar o conhecimento geológico na área; e 49 áreas classificadas como maduras na bacia terrestre de Sergipe-Alagoas.

 


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