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22 de Novembro de 2006 - 15h54 - Última modificação em 22 de Novembro de 2006 - 15h54


Brasil ainda precisa superar desafios no combate à aids, diz assessor do Ministério da Saúde

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Embora o Brasil tenha tido êxito na política de prevenção e combate à aids, o governo admite que o país precisa superar desafios para diminuir a incidência da doença.

Nos últimos anos, a doença caiu em certos grupos - como homossexuais e usuários de drogas injetáveis. Mas o número de casos em heterossexuais, na população de baixa renda e nas cidades pequenas tem aumentado.

“Está ocorrendo uma interiorização da aids por causa do crescimento populacional nas pequenas e médias cidades”, diz o assessor-adjunto de Cooperação Externa do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde, Mauro Figueiredo.

Ela participou hoje (22) do encerramento do encontro que discutiu formas de cooperação internacional para o combate e a prevenção da aids. A reunião, que começou segunda-feira (20), teve participação de 56 representantes de 21 países.

Segundo Figueiredo, um outro desafio consiste na redução do custo dos medicamentos anti-retrovirais.

Por causa do desenvolvimento de novas drogas, o gasto do governo com a aquisição desses remédios aumentou de US$ 1.359 por paciente, em 2003, para US$ 2,5 mil no ano passado. Hoje, o país importa oito das 16 drogas usadas no tratamento.

De acordo com o representante do ministério, o Brasil e outros países da América Latina estudam negociar a redução dos preços com os laboratórios estrangeiros, como ocorreu no início da década.

“Os países em desenvolvimento precisam unir forças para baratear os custos e manter a distribuição para os pacientes”.

O Ministério da Saúde informa que o fornecimento gratuito dos medicamentos anti-retrovirais assegurou uma economia de R$ 5 bilhões de 1997 a 2004. Para Figueiredo, isso ocorreu porque, no período, pelo menos 791 mil internações foram evitadas.

A política brasileira para combater a aids obteve boa aceitação entre os participantes do encontro. Representantes de embaixadas e de ONGs de diversos países - como Bangladesh, Nigéria, Filipinas e Tailândia - pediram cópias da lei que criou o SUS, em 1990, e da lei que assegurou a distribuição gratuita de medicamentos para os portadores do HIV em 1996.

 



 


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