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23 de Novembro de 2006 - 17h15 - Última modificação em 23 de Novembro de 2006 - 17h15


Operação tapa-buraco foi “dinheiro jogado na sarjeta”, diz ministro do TCU

José Carlos Mattedi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União, disse hoje hoje (23) que a operação tapa-buracos, realizada pelo governo federal no primeiro semestre do ano, resultou em uma série de irregularidades.  

Segundo ele, após as chuvas das últimas semanas, os buracos voltaram em cerca de 40% dos 26 mil quilômetros de rodovias “precariamente” recuperadas pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), das rodovias brasileiras. 

"Foi dinheiro jogado na sarjeta”, resumiu o ministro, relator da área de infra-estrutura do TCU.

O ministro citou como exemplos de irregularidades nas obras feitas em 101 trechos das estradas a recuperação de trechos sem caráter emergencial; os preços pagos acima do marcado; a falta de projetos; e as multas aplicadas a superintendentes do Dnit ou por contratos irregulares ou por ausência de contrato para as obras.

O TCU auditou 101 obras e contatou que em 60% foram encontradas irregularidades. Desse total, 20% apresentou “problemas graves”, como os trechos das rodovias BR 330 (Bahia), entre os quilômetros 718 e 830, e da BR 02 (Goiás), entre os quilômetros zero e 252.

"Encontramos um verdadeiro caos nas estradas brasileiras. Se o país quiser crescer mais 3% ao ano, não terá capacidade de escoamento da produção. Temos um gargalo”, destacou Nardes, acrescentando que, para haver esse crescimento, é necessário remodelar a infra-estrutura modal do país, nas áreas de transportes e de portos, “criando profissionalismo nas agências do setor e no governo”.

Ele diz que falta ao setor de transportes projetos mais adequados e “planejamentos inteligentes”. Em relação ao setor aeroviário, técnicos do TCU estão preparando um relatório que deve ser entregue ao relator e ao colegiado do órgão no dia 8 de dezembro, detalhando a crise no setor do tráfego aéreo que tem prejudicado os pousos e decolagens de aeronaves em todo o país.

 

 



 


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