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24 de Novembro de 2006 - 11h15 - Última modificação em 24 de Novembro de 2006 - 12h31


Organização internacional faz relatório sobre desafios do crescimento do país

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Reduzir as despesas correntes do governo, estimular a inovação tecnológica no setor privado e aumentar a escolaridade do brasileiro são os três obstáculos que precisam ser superados pelo Brasil para garantir maior crescimento de sua economia.

A conclusão é de um relatório entregue pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ao ministério da Fazenda no Rio de Janeiro.

De acordo com o estudo, a economia brasileira apresenta um quadro de estabilidade, com bases lançadas para o crescimento sustentável, com fatores como o controle da política fiscal, a redução da relação dívida/PIB (percentual de dívida em relação à economia) nos últimos anos e a baixa inflação.

O estudo afirma, no entanto que o Br precisa aumentar seu potencial de crescimento, trabalhando em três pontos. O primeiro é melhorar a qualidade do ajuste fiscal, isto é reduzir a dívida pública através do corte nas despesas correntes, como as da Previdência Social, e não através do aumento dos impostos, como vem acontecendo nos últimos anos.

O segundo desafio apontado pelo estudo é ampliar a participação de empresas privadas na pesquisa e desenvolvimento tecnológico, o que atualmente é feito predominantemente pelo governo e universidades públicas, segundo a OCDE.

O terceiro grande desafio para garantir o crescimento é investir na educação, uma vez que segundo a OCDE o Brasil não apresenta avanços tão rápidos quanto seus principais parceiros comerciais. Nesse ponto, o estudo também destaca a necessidade de reduzir a informalidade no mercado de trabalho entre os cidadãos com menor formação educacional.

A OCDE reúne os países mais industrializados para trocar informações e alinhar políticas com o objetivo de potencializar seu crescimento econômico e colaborar com o desenvolvimento de todos os demais países membros.

O Brasil tem participado de atividades patrocinadas pela OCDE e seus órgãos técnicos, geralmente seminários e reuniões de grupos de trabalhos, com a presença de peritos brasileiros de áreas especializadas.

 


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